Faz exatamente trinta e nove anos que um lunático monstruoso, pertencente a uma seita satânica, chacinou a belíssima atriz e todos os ocupantes da rica mansão de Roman Polanski em protesto ao filme O bebê de Rosemary.
O filme, dirigido por Polanski e estrelado por Mia Farrow e John Cassavetes, sucesso mundial, explora a bruxaria. E o monstro matou a linda Sharon, mulher de Roman, num ritual sangrento dos infernos.
Se alguém não sabe, ele está na cadeia cumprindo pena: prisão perpétua. Se tivesse sido condenado pelas leis brasileiras ele já estaria solto há muito tempo, mas ele está nos Estados Unidos! Lá, os criminosos não têm perdão nem atenuantes ou redução de pena sob qualquer hipótese.
Não tem indulto de Natal, Dia das Mães, Ação de Graças ou outras molezas como portar celular e nem contato físico com quem quer que seja do lado de fora. Ao receber visitas, seja do advogado, seja de familiares o detento vai peado com correntes e algemado. Conversa separado por uma parede transparente de vidro, isso, quando não for condenado a morte. Motins e fugas, a gente vê só em filmes.
Americano se preocupa muito com os direitos humanos... dos outros, mas entre eles a coisa é bem diferente e estão certíssimos!
Preso tem de ser tratado como preso e enquanto o nosso Código Penal e esse falido e vergonhoso sistema carcerário não forem modificados aos moldes do americano os matadores em potencial, os pedófilos, os corruptos e outros transgressores se multiplicarão como amebas confiantes nessa imoral impunidade.
Do triste e lamentável episódio de Isabella, a única certeza que podemos ter é que os seus algozes vão tirar proveito das benesses de nossas leis frouxas.
Neste nosso País quem ainda não matou e não cometeu nenhum outro delito ou não tenha sido processado tem o direito de debutar, a lei garante!
Será réu primário...
Sérgio Faleiros
Professor
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