Representantes de sete partidos políticos da cidade se reunirão na segunda-feira para discutir as eleições municipais de outubro. A reunião foi convocada pelo PTB e teria o objetivo de formar uma espécie de “força-tarefa” para combater o prefeito Sidnei Rocha (PSDB), favorito à reeleição.
A relação conturbada entre Rocha e o vice-prefeito Ary Balieiro (PTB) tem aberto precedentes para que a legenda discuta o rompimento da coligação, vitoriosa na eleição de 2004, e busque novos prováveis parceiros para a disputa.
Além de membros do PTB, a convenção coletiva, que será realizada na sede do Sindicato dos Servidores e Estabelecimentos de Saúde, na Vila Industrial, contará com representantes do PMDB, PPS, PTN, PHS, PMN e PCB, em especial os dois primeiros.
Do PMDB, é possível tirar uma dobrada de Ary com o vereador Marcelo Caleiro (PMDB), que já se mostrou simpático à idéia. “Estamos abertos a todas as possibilidades”, disse, na convenção do PTB, o presidente do diretório municipal, Vanderlei Tristão. “As conversas estão apenas começando”, completou Caleiro.
Já o PPS teria como atrativo o empresário André Jorge, pré-candidato à Prefeitura, mas que demonstra, também, interesse em coligações. Jorge teria sinalizado, nos bastidores, que aceitaria ser vice de Ary. Ele não foi encontrado, na tarde e noite de ontem, para falar sobre o posicionamento.
Os nanicos correm por fora, esperando as definições dos demais para ver onde eles podem se encaixar. “Nosso principal atrativo é ter uma chapa completa, com pessoas de todos os segmentos, o que ajuda a somar votos. Há outros pequenos que têm tempo na televisão”, disse o vice-presidente do PTN, Luiz Ribeiro.
NEM AÍ
O prefeito Sidnei Rocha, aparentemente, permanece a-lheio às movimentações dos eventuais concorrentes, inclusive de seu vice, Ary Balieiro. Oficialmente, ele nega até que seja candidato ao segundo mandato e diz que só pretende discutir eleições no fim de maio. Questionado, no mês passado, sobre a eventual “deserção” do PTB, Rocha disse que a preferência, caso tente a reeleição, é de Ary, mas que seu partido era livre para fazer o que quisesse.
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