Doença misteriosa ataca francanos e faz 40 vítimas


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Há cinco meses, a sapateira Deusmira Lacerda também pensou ter contraído caxumba; na verdade, era o tal vírus desconhecido
Há cinco meses, a sapateira Deusmira Lacerda também pensou ter contraído caxumba; na verdade, era o tal vírus desconhecido
Um vírus misterioso, com sintomas parecidos ao da caxumba, está intrigando a Secretaria de Saúde de Franca. Nos últimos trinta dias, 40 casos do tipo foram confirmados pela Vigilância Epidemiológica. Os exames sorológicos foram feitos em pacientes que apresentaram inchaço nas glândula parótidas (abaixo do ouvido), febre e mal-estar, mas, tiveram resultado negativo à caxumba. Como a notificação da doença não é obrigatória, a Secretaria de Saúde não sabe ao certo quantos pessoas teriam ficado doentes. A situação deixou a Prefeitura em alerta. A partir de agora, prontos-socorros, unidades de saúde e hospitais passarão a notificar cada caso com sintomas parecidos aos da caxumba. Segundo o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, um exame sorológico para detectar o vírus com precisão deverá ser feito entre o 1º e 7º dia da evolução da doença. “Precisamos dos próximos casos para fazer um isolamento viral. Mas, por enquanto, não temos registro de novos pacientes”, disse. Na semana passada, pelo menos 15 alunos e um professor da escola COC, do Jardim do Éden, teriam contraído caxumba e se afastado das aulas. A coordenação da unidade negou um possível surto da doença, mas admitiu um caso e confirmou que alguns alunos apresentaram os sintomas. Informou, ainda, que pediu orientação à Vigilância Epidemiológica e solicitou aos alunos as carteiras atualizadas de vacinação. O curioso é que os estudantes estavam com a vacina tríplice viral (que previne a caxumba) em dia. Os casos registrados no COC não estão contabilizados entre os 40 anunciados ontem por Alexandre Ferreira, o que faz aumentar as suspeitas de que o número de doentes pode ser bem maior que o registrado pela vigilância. De acordo com o secretário, os doentes têm inchaço e dores abaixo do ouvido, febre de mais de 38 graus e indisposição. São sintomas parecidos com os que o filho de Marcélia Silva, o adolescente Allef Silva, de 13, sentiu na terça-feira passada. Ela o levou ao médico mas não teve diagnosticada a doença. “Pensei que fosse caxumba, mas o médico garantiu que não era. Hoje (ontem) ele está melhor, mas passou uns dias de repouso e teve que faltar à aula”, disse Marcélia. Há cinco meses, a sapateira Deusmira Lacerda também pensou ter contraído caxumba. Ela procurou atendimento médico porque estava com as glândulas parótidas inchadas e sentia dores ao engolir os alimentos. “O médico me disse que estava com uma infecção, mas não disse o nome disso. Tomei antibióticos, saiu uma secreção, desinchou e os sintomas sumiram”, disse. Enquanto não descobre qual é o vírus que está circulando na cidade, a Secretaria de Saúde tem tratado a doença como caxumba. Pelo menos mil pessoas próximas às que apresentaram os sintomas receberam a vacina a tríplice viral.

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