Casa que recebe shows está irregular


| Tempo de leitura: 2 min
SEM AUTORIZAÇÃO - Clube que recebe os Jogos Jurídicos não tem alvará da Prefeitura, do DER e nem dos Bombeiros
SEM AUTORIZAÇÃO - Clube que recebe os Jogos Jurídicos não tem alvará da Prefeitura, do DER e nem dos Bombeiros
Na quinta-feira à noite, mais de seis mil pessoas foram ao Villa Ventura, às margens da Rodovia Ronan Rocha, entre Franca e Patrocínio Paulista, aproveitar a apresentação de duas bandas de forró universitário. O preço médio do ingresso era de R$ 60. Ontem de manhã, ouvintes da Rádio Difusora, em sua maioria moradores do Jardim Aeroporto II, ligaram furiosos para reclamar do som do evento, que foi até o dia clarear. A reportagem do Comércio procurou pelo proprietário do espaço, Alexandre Butina, que não atendeu à reportagem em quatro números de telefone disponíveis. Em sua empresa, a funcionária disse que ele não havia aparecido durante todo o dia. A contratação do espaço teria cabido à uma empresa de São Paulo, a Amaral Produções, cujo responsável não foi identificado nem mesmo pelo presidente da Atlética da Unesp e um dos organizadores dos jogos, Filipe Scabora. O Villa Ventura não possui alvará de funcionamento. Como está construído dentro de faixa de domínio do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), é o órgão estadual o responsável pela autorização. O escritório regional, em Ribeirão Preto, estava fechado ontem. Na Prefeitura de Franca, a informação da secretária de Planejamento Urbano, Valéria Marson, é que a administração também não emitiu nenhuma autorização para realização de shows no local. Questionada sobre uma possível fiscalização e interdição da festa, ela disse que não é de responsabilidade da Prefeitura, mas do Governo do Estado. Da mesma forma, a reportagem procurou pelo comando da Polícia Rodoviária em Franca. De acordo com o tenente Cláudio Ferreira, responsável pelo policiamento, nenhum comunicado foi expedido pelo DER à PMR, como é praxe, relatando a realização do evento. Diante desse quadro, o Villa Ventura não poderia abrir suas portas, quanto mais para um evento com cinco mil pessoas. Para complicar ainda mais a situação, também é proibido por lei e decreto estaduais de vender bebida alcoólica por estar à margem de uma rodovia. Ontem à tarde, quiosques dentro da casa de shows estavam abarrotados de caixas de bebidas diversas e engradados de cerveja. Conforme apurou o Comércio, diversas irregularidades na construção do espaço, que antes abrigava um parque aquático, impedem a obtenção da licença de funcionamento regular, entre elas, a ausência de um acesso que dê segurança aos motoristas.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários