O acusado de assassinato Adilson da Silva Feliciano, o “Morcego”, de 33 anos, deverá aguardar seu julgamento preso na Cadeia do Jardim Guanabara. A decisão foi tomada pela Justiça na quarta-feira, depois de “Morcego” ter sido localizado em Passos (MG) no dia 24, uma semana após ser considerado fugitivo.
Acusado de matar a aposentada Maria Divina Cintra, 58, ele estava com a prisão temporária decretada pela Justiça. O crime aconteceu no dia 28 de maio de 2007 e foi esclarecido pela equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) no dia 14 de abril.
Maria Divina pode não ser a única vítima. No mesmo dia 14, “Morcego” foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos sobre a morte de sua mulher, Roseli da Graça Vitoreli, 44. Ela havia morrido no sábado anterior em decorrência de uma perfuração no reto, complicada com peritonite (inflamação na membrana que reveste a parede do abdômen) e aspiração de suco gástrico. Na ocasião, familiares de Roseli acusaram “Morcego” de ter introduzido algum objeto no ânus da mulher. Ele admitiu ter mantido relação sexual anal com a companheira, mas negou qualquer tipo de violência.
Uma denúncia anônima, recebida em junho passado e lembrada pelos policiais durante o interrogatório de “Morcego” sobre a morte da mulher, informava que um homem com as mesmas características e apelido idêntico seria o responsável pela morte de Maria Divina. Após pressionarem o acusado, ele acabou confessando o crime.
Entrevistado pelo Comércio, “Morcego” contou o que teria acontecido no caso da morte de Maria Divina. Ele disse que havia combinado de consertar o telhado da casa da aposentada em troca de R$ 30. Teria caído acidentalmente no quarto. A aposentada saía do banho e estava enrolada apenas com a toalha. Resolveu violentá-la, Maria Divina tentou se desvencilhar e teria caído e batido a cabeça no chão.
[FOTO2]
A polícia não pôde prendê-lo por falta de ordem judicial, que saiu no dia 17. Era tarde demais, “Morcego” já havia fugido. O paradeiro dele, a casa de um irmão, foi descoberto no dia 24, quando foi preso.
TERCEIRO CASO
A primeira mulher de “Morcego” também teria sido sua vítima. Em 2000, ele foi condenado a nove meses de prisão por lesões corporais na mulher, que não teve seu nome divulgado. A condenação aconteceu em São Sebastião do Paraíso (MG). Em relação à morte de Roseli Vitoreli, ele continua sendo averiguado, mas a polícia acredita ser difícil comprovar sua culpa.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.