Nós vendemos sonhos, diz vendedor de carros


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SUPERAÇÃO - Mário Donizete, que já viveu apenas com um salário de sapateiro, hoje faz seu próprio salário vendendo carros
SUPERAÇÃO - Mário Donizete, que já viveu apenas com um salário de sapateiro, hoje faz seu próprio salário vendendo carros
De sapateiro a vendedor de carros. Aos 42 anos, Mário Donizete Rosa é um homem realizado profissionalmente. Deixou o chão da fábrica de calçados, onde mensalmente ganhava pouco mais de um salário-mínimo, para investir na sua vocação: vender. Há 20 anos, Mário teve sua primeira experiência como vendedor. A oportunidade surgiu atrás de um balcão de uma joalheria que hoje não existe mais. Trabalhou ainda no setor de confecções do Magazine Luiza e foi representante de calçados. Há 15 anos surgiu uma vaga para vender carros em uma concessionária e financiadora de veículos. Ele não pensou duas vezes: aceitou o convite. Deu certo. Hoje ele tem casa própria, carros e casas de aluguel, o que lhe dá oportunidade de oferecer uma boa qualidade de vida à mulher e ao filho, de 21 anos. O segredo do trabalho? Ele conta: “Tem que ser desinibido, comunicativo e popular”, diz. Mário, que não chegou a cursar faculdade e nem fez especializações na área, vende até 25 automóveis por mês. Ele recebe 0,5% de comissão sobre o valor de cada carro vendido. O desafio de fazer o salário a receber no final do mês, segundo ele, o faz “correr atrás”. Por isso, Mário trabalha cerca de dez horas por dia e, aos sábados, ele está lá, à espera do cliente. “A gente tem que acreditar nos ganhos. Na verdade eu chego a comprometê-los”. Para Mário, a venda de um veículo é quase certa quando o cliente demonstra interesse e escolhe o carro de acordo com seu orçamento financeiro. “Costumo dizer que nós vendemos sonhos”. Já seu sonho para o futuro é montar uma agência de veículos.

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