A Justiça de Miguelópolis acatou ontem a ação proposta pelo Ministério Público que pedia o afastamento do prefeito Cristiano Barbosa Moura (PSDB). Segundo a polícia, ele deixou a cidade e não foi visto publicamente após a decisão. A vaga será assumida pelo vice-prefeito, Márcio Valério Junqueira (PR).
Até a noite de ontem, seu substituto tentava tomar posse por meio de um mandado de segurança, uma vez que o presidente da Câmara, Rodolfo Bueno Jorge (PSDB), teria se recusado a empossá-lo.
Cristiano Barbosa Moura é acusado de comandar um esquema para fraudar licitações e desviar dinheiro público. Ele é alvo de investigação em um inquérito aberto em 2005 pelo Ministério Público de Miguelópolis. A ação de afastamento foi impetrada pelo Gaerco (Grupo de Atuação Especial Regional para a Prevenção e Repressão ao Crime Organizado) de Franca no dia 17 de abril deste ano.
Cristiano responde a acusações de enriquecimento ilícito, prejuízo aos cofres públicos e atentado contra os princípios da administração pública. Nas pastas do processo encaminhado à Justiça, o prefeito de Miguelópolis aparece em inúmeras irregularidades, entre elas fraudes em licitações, consumo excessivo de combustível, superfaturamento e compra por meio de empresas fantasmas. Ele também é averiguado no envolvimento em roubo de cargas. Outras seis pessoas ligadas à prefeitura fazem parte do processo.
O Gaerco também pediu à Justiça de Miguelópolis a perda dos direitos políticos e a restituição dos valores aos cofres públicos, superiores a R$ 200 mil. A juíza Adriana Pedrozo ainda não se manifestou sobre os outros pedidos dos promotores.
O Comércio, durante o início da noite de ontem, tentou quatro contatos com o prefeito através de seu celular, mas o mesmo se encontrava desligado. O presidente da Câmara, Rodolfo Bueno Jorge, também não foi encontrado no telefone de sua residência.
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