Bando é investigado por assassinato de segurança


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Em julho de 2005, Igor Milhim David já havia sido preso em Sacramento (MG) acusado de tentar furtar a agência do Banco do Brasil. Um mês depois, voltou a ser detido com uma arma em seu carro. Segundo a polícia, ele pretendia dar fuga para um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital) preso durante operação realizada em uma chácara na saída para Claraval (MG). No ano passado, outras duas prisões: uma sob a acusação de roubo e outra também por furto a banco. Antes da prisão da terça-feira, já havia sido detido em Quirinópolis (GO) no mês de janeiro. Segundo a Polícia Civil de Franca, a quadrilha que integra teria cometido mais de uma dezena de roubos a bancos e agências dos Correios na região. “Agem, normalmente, nos fins de semana e durante a madrugada. Se aproveitam da fragilidade do sistema de segurança e arrombam portas e cofres usando maçaricos. Chegam a ficar horas dentro do prédio do banco”, explicou o delegado Eduardo Lopes Bonfim. Invasões a bancos parecem não ser a única especialidade do bando. A equipe de homicídios da DIG trabalha com a hipótese de integrantes terem ligação com o assassinato do segurança da Igreja São Judas Rosinaldo Pantoja, 33, o “Indião”. Ele foi executado a tiros em fevereiro do ano passado. “Eles são investigados, sim, por possível envolvimento no crime. Temos alguns indícios que nos levam a crer na hipótese, mas ainda não temos como comprovar”, disse o delegado Wanir José da Silveira Júnior. O elo entre os dois casos seriam os assaltos a bancos. Indião era amigo de um dos criminosos presos anteontem pela DIG. Um mês antes de sua morte, bandidos invadiram o Banco do Brasil de Pedregulho e levaram documentos e R$ 90 mil. Logo após o assassinato, policiais fizeram buscas no carro em que ele foi morto e encontraram R$ 4,8 mil em cédulas e envelopes com o timbre do banco. Para os policiais, Indião teria sido morto por saber demais ou por tentar enganar os supostos comparsas.

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