Uma vendedora de pizzas foi expulsa, ontem, do plenário da Câmara Municipal. A mulher, identificada somente por “Rose”, vendeu, na sessão de terça-feira passada, vários “vale-pizza” aos vereadores e ao público presente na reunião. Seriam pelo menos 20, nos sabores presunto/mussarela ou portuguesa, a R$ 12 cada, todos recebidos à vista. A entrega ocorreria no sábado passado, mas alguns dos “clientes”, ao tentarem buscar a guloseima, não encontraram a mulher no endereço indicado, na Vila São Sebastião.
O fato causou muito burburinho entre os vereadores. Marcelo Mambrini (PMN) criou um projeto de lei, a ser votado na semana que vem, proibindo a circulação de ambulantes e vendedores no prédio do Legislativo. A intenção seria coibir as atividades comerciais e “bicos” no local, que incluiriam vendas de lingeries, produtos de beleza e até declarações de Imposto de Renda.
Eis que, por volta de 16 horas, a tal “Rose” aparece na Câmara. Marcelo Valim (PSDB) não resistiu e foi à tribuna criticar o suposto calote das pizzas. A mulher se irritou e queria, de todas as maneiras, utilizar o microfone para se explicar. Joaquim Ribeiro, presidente da Casa, explicou que não poderia ceder a palavra, pois seria anti-regimental.
Inconformada, “Rose” insistia, em voz alta e em meio aos discursos, que queria falar. Cerca de dez minutos depois, como ela não desistia, Luiz Carlos Fernandes (PSDB) pediu providências. Dois homens da Guarda Civil que estavam de prontidão retiraram a mulher do plenário. Do lado de fora, ela não quis gravar entrevistas, mas explicou que houve um “desencontro”. O motoqueiro que faria a entrega das pizzas não foi trabalhar e ela própria teve de ir, a pé, cumprir com o combinado.
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