A criminosa mais procurada de Franca sofreu outro duro golpe. Acusada de envolvimento em um roubo de jóias avaliadas em R$ 120 mil, a advogada Adriana Telini Pedro teve outra prisão preventiva decretada pela Justiça. Desta vez, por associação para o tráfico de drogas. Com dois mandados de prisão em processos diferentes, ela continua foragida.
Escutas telefônicas gravadas com autorização judicial - e divulgadas com exclusividade pelo Comércio em junho de 2006 - flagraram criminosos usando o telefone da advogada para negociar a compra de drogas. Ela também foi surpreendida tentando ajudar a filha de um cliente, que havia sido preso, a encontrar tijolos de maconha enterrados por ele em um terreno.
O inquérito foi conduzido pela Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), que pediu sua prisão à Justiça por favorecimento ao tráfico de drogas. Como juízes de Franca alegaram suspeição para julgar o processo, o juiz Guaccy Sibille Leite, da 3ª Vara Criminal da Comarca Ribeirão Preto, foi nomeado pelo Conselho Superior da Magistratura do Estado para analisar o caso.
No dia 9 de abril, ele decretou a prisão preventiva de Adriana Telini por ela ter se furtado dos atos do processo. “Ela foi intimada e não compareceu ao Fórum para se explicar. Não deu mostras de que pretende colaborar com a Justiça, ou seja, se furta à aplicação da lei. Por isto, o juiz decretou sua prisão em mais um caso”, explicou o delegado Wanir.
O policial informou que sua equipe continua empenhada nas buscas e que tenta monitorar as constantes movimentações da advogada. “Acredito que ela será localizada e presa brevemente”.
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