Abaixo-assinado pede UBS no City Petrópolis


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Cansados de andar quase três quilômetros para conseguir uma consulta médica em uma UBS (Unidade Básica de Saúde), moradores do bairro City Petrópolis decidiram reivindicar a instalação de uma unidade no local. Um abaixo-assinado que está circulando nos supermercados, bares e farmácias do bairro já conta com mais de 3 mil assinaturas. A previsão dos organizadores é obter perto de 6 mil nomes e entregar o documento ao prefeito Sidnei Rocha (PSDB) no início de maio. A idéia partiu da direção do Centro Comunitário após ouvir inúmeras reclamações da população. O Petrópolis tem perto de 8,5 mil moradores. Mil famílias, que moram nos fundos do bairro, contam com atendimento do PSF (Programa Saúde da Família). Para os demais a única alternativa é a unidade do Parque do Horto, que atende, além dos moradores do próprio Horto, os bairros Miramontes, Ipanema e Cambuí. Para quem mora no Ipanema, bairro localizado do lado esquerdo, no fundo do Petrópolis, a caminhada para chegar ao médico é de cerca de 4 quilômetros. A distância pode parecer pequena, mas para quem tem filhos menores, é um sacrifício ter de andar a pé até o Parque do Horto. A dona de casa Edilaine Cristina Silva, 26, sabe bem o que isso significa. Ela tem três crianças (10, 6 e 2 anos) e necessita do atendimento público na saúde, especialmente de médico pediatra. Sem veículo para levá-la até o Horto, enfrenta chuva e sol para chegar ao local. “Para a gente que não tem carro é muito longe. Quando chove perdemos a consulta porque não dá para sair embaixo de chuva”, reclama. Do City Petrópolis ao Horto até é possível cortar caminho por uma estrada de terra, que passa ao lado do Jardim Cambuí. Mas, quando chove ou o clima está muito seco, o caminho fica tomado por lama ou poeira. Ir de ônibus à UBS também seria uma alternativa, mas o paciente teria que desembolsar R$ 4,20 de passagens (ida e volta) por uma permanência de menos de dez minutos no circular. Maria do Carmo Pires, 41, mora no conjunto da CDHU do City Petrópolis e há mais de oito anos depende dos serviços da UBS do Horto. Ela aponta outras dificuldades da população do seu bairro: levantar cedo, enfrentar fila para pegar senha e depois ter de esperar pela consulta. “Quando marcam para o mesmo dia, não dá para vir embora com criança no colo e voltar duas, três horas depois de novo. Preciso ficar lá e esperar. Isso é difícil”, disse. Embora seja grande a dificuldade para chegar ao médico, os usuários não reclamam dos serviços prestados. Na UBS do Horto, eles têm disponível médicos nas especialidades de clínico-geral, ginecologia e pediatria, além de serviços com psicólogos, fonoaudiólogos e assistentes sociais. A unidade atende perto de 700 usuários diariamente. Alexandre Ferreira, secretário de Saúde, disse que, para este ano, não há previsão de construção de novas unidades de saúde na cidade, mas que a Prefeitura tem estudado várias regiões da cidade na intenção de constatar a demanda que cada uma exige.

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