Foi- se o tempo em que, depois de apaixonados, os casais demoravam meses para se sentar no mesmo banco ou entrelaçarem suas mãos. Hoje em dia, muitos assumem o que sente sem problemas. Mas, assim como tudo na vida, não é todo mundo que tem habilidade de se declarar. Ainda há jovens que simplesmente travam quando pensam em revelar o amor que sentem. Declarar-se, realmente, não é uma tarefa fácil. Exige coragem para se expor e para enfrentar uma possível rejeição, mas os especialistas dizem que é melhor abrir o coração do que sofrer calado.
Para os psicólogos, o medo de não ser correspondida (o) é o maior culpado pelo aparecimento dos “efeitos colaterais” da paixão. “Mesmo sem ter se declarado ainda, a pessoa já começa a imaginar que será rejeitada. Com medo de enfrentar o “não”, acaba preferindo viver seu amor sozinha, o que não é bom”, disse a psicóloga Marluce Fagundes.
O ideal é mesmo enfrentar o medo, que é normal, e se arriscar. “Mas antes de se expor, a pessoa precisa ter certeza do que está sentindo e de que vale a pena correr o risco de não ser correspondida”, disse Fagundes.
Se você está realmente convencido de que o que sente é amor, é hora de abrir o coração. Mas aí, vem a dúvida: qual é o melhor momento para fazer isso e de que maneira? Para Marluce, não há um momento específico para se declarar a alguém. “Isso depende da história do casal e da relação que os dois têm, mas acho que a forma ideal é o velho olho no olho”. É olhando nos olhos da pessoa que reconhecermos expressões, falas e sentimentos, sem precisar de ‘adivinhações’ que podem nos levar a julgamentos e impressões precipitadas e, às vezes, errôneas.
Para quem é mais envergonhado, a psicóloga recomenda persistência. “Não se desanime! Exercite a autoconfiança e a sinceridade com você mesmo para que fique tranqüilo para as suas iniciativas”. Nesse caso, os presentes, cartas, telefonemas e até mensagens podem tornar esse momento menos angustiante.
O estudante Alex*, tímido desde criança, preferiu usar seus dons de poeta para impressionar sua atual namorada. “Éramos muito amigos e eu não conseguia contar de jeito nenhum que a amava. Tentei várias vezes, mas acabava desviando o assunto. Resolvi escrever uma poesia. Deu certo!”.
A namorada Adriana* entendeu o recado e há mais de três anos eles estão juntos.
Pela sua história, Alex não se arrepende da decisão e garante que valeu a pena. “Nossa esperei muito aquele dia. Não sei se estava preparado para o fora, mas ainda bem que não tive esse problema”.
E SE NÃO DER CERTO?
Se declarar é uma atitude corajosa e demonstra personalidade, mas quando o assunto é contar para o outro o que se está sentindo, é preciso ter em mente que você pode não ser correspondido. E não há nada de vergonhoso nisso. “Nunca temos a garantia da reciprocidade, mas revelar nossas intenções nos deixa tranqüilos pois nos dá a certeza de que fizemos a nossa parte para que a história desse certo”, disse Marluce.
Se depois de declarar seu amor, você não for correspondido, a psicológa recomenda tentar seguir em frente e esquecer. “Se não der certo, a saída é tocar a vida com a tranqüilidade. Fazer nossa parte e não ser correspondido pode ser muito ruim, mas ainda assim nos garante que tentamos e, com isso, ficamos longe do arrependimento de não ter feito nada”.
(*) nomes fictícios
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.