Mais uma vez sou levado a elogiar a coluna de Edward de Souza. Com “O médico da Família” ele toca uma questão sensível, o grave problema da saúde no Brasil. Vê-se, de pronto, que se houvesse interesse governamental, o médico de família seria obrigatório a fim de prevenir doenças, conhecendo o prontuário do paciente. Mas, na sua ausência, a desgraça se alastra. Quem depende da saúde pública se vê às voltas com mil dificuldades para atendimento, nunca repetindo o mesmo médico, sem contar as dificuldades para os exames pedidos. No caso dos planos de saúde, minimiza-se o problema, embora surjam outras decorrências, com alguns planos negando autorização para consultas e exames, além da demora no atendimento. E nem é bom pensar no crucial problema dos remédios, caríssimos, receitados por força de laboratórios que presenteiam médicos com convites para congressos e outros agrados. Os que recebem das farmácias de alto custo se deparam com constantes filas e costumeiras faltas dos medicamentos. Mais uma vez, parabéns ao Comércio, jornal digno dos países do Primeiro Mundo, uma imprensa livre e independente, a serviço da comunidade que representa.
Guido Fidelis
Do Sindicato da Construção Pesada - SP
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