Parente de vítimas sobe a serra rezando


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Todas as vezes que inicia a subida da serra de Rifaina, o funcionário público Cláudio Aparecido Masson começa a rezar. Diz que sempre imagina que o irmão Laércio e a cunhada Eliana estão em viagem e vão voltar para casa em breve. Laércio dirigia a Kombi. Sua mulher Eliana estava no banco dos passageiros. “Eles tinham uma vida intensa, eram muito felizes e amavam muito um ao outro. Meu irmão era preocupado e cauteloso no trânsito. A dor não passou. Ficamos na angústia da espera. Talvez o tempo vai corrigir isso”. Secretário de Turismo da prefeitura de Rifaina, Cláudio sempre viaja a Franca. Desde o dia 28 de março, data da tragédia, adotou um ritual. “Eu subo a serra rezando, sempre rezando. Tenho muita fé em Deus e peço para que nos proteja, a todos os motoristas. É um trecho que nos dá muito medo”. Na sua opinião, enquanto elabora o projeto executivo, o Estado poderia instalar lombadas ou radares eletrônicos para reduzir a velocidade. “Até quando vamos falar apenas em números? É preciso valorizar a vida e fazer algo de concreto para corrigir esta curva. Passou da hora de se fazer alguma coisa”. Moradores de Rifaina pretendiam fazer uma manifesto no começo do mês. Foram impedidos pela Polícia Rodoviária. Não se deram por vencidos. Por meio do Conseg (Conselho de Segurança) da cidade, estão se mobilizando e preparam uma grande passeata na rodovia para maio. Um abaixo-assinado pedindo uma solução para o problema circula em cinco cidades próximas. Já teria recebido cerca de mil adesões.

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