Além dos danos ambientais causados pela falta de tratamento adequado para os dejetos, a população da região do Dermínio sofre com o mau cheiro e o aparecimento de animais como escorpiões, baratas, ratos e insetos. Segundo Evilton Roberto Garcia Jr., dono de uma academia às margens do Córrego do Matadouro, o mau cheiro não chega a espantar seus clientes, mas cria uma situação desagradável.
A gerente de um motel que tem fundos para o córrego também reclama da fedentina. Segundo ela, os quartos recém-reformados são limpos diariamente e “ficam lindos”, mas o mau cheiro, às vezes, é tão forte que parece tirar todo o “clima” preparado. Ela não quis se identificar.
A Cetesb, segundo o gerente Francisco Setti, tem conhecimento da situação. Mas, de acordo com ele, não há solução rápida para os problemas do Dermínio. “Evidente que prejudica (meio ambiente e população). Vamos acompanhar para que esse problema seja sanado de forma definitiva”, disse, descartando a aplicação de multas à Prefeitura ou Sabesp. “Não cabe autuação porque atenderam prontamente a tudo o que solicitamos”.
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