Quase todos os depósitos de sucatas de Franca receberam uma visita-surpresa na manhã de ontem: a Polícia Civil fez uma fiscalização em 14 estabelecimentos cadastrados na Prefeitura. Uma grande quantidade de fios de cobre foi apreendida para averiguação. A polícia acredita que o material possa ter sido furtado. Na região norte da cidade, em três depósitos visitados, os investigadores encontraram objetos suspeitos, sem procedência, que também foram recolhidos.
A ação foi dividida pelos cinco distritos policiais da cidade. Cada equipe ficou encarregada de fiscalizar depósitos de sucatas em funcionamento em sua área. Antes das 8 horas, policiais já faziam revistas em busca de materiais suspeitos.
O objetivo da “Operação Sucata” foi identificar e autuar estabelecimentos que estariam contribuindo com furtos e receptações. “É uma maneira de se coibir a comercialização de produto furtado. Se tem quem compra, tem quem furta. Vamos intensificar a fiscalização para diminuir os crimes de furtos de fios em residências”, disse o delegado Daniel Paulo Radaeli, responsável pelo Sinpol (Setor de Inteligência da Polícia Civil).
Ao final da operação que durou toda a manhã de ontem, a polícia somou uma quantidade razoável de fios de cobre apreendidos: foram 170 quilos de cobre, 25 quilos de alumínio. Num depósito da zona leste, um compressor foi recolhido para averiguação. O comerciante não teve como comprovar sua origem.
A região norte foi a que teve o maior número de estabelecimentos visitados. Oito depósitos foram fiscalizados. “Apreendemos mais de 50 quilos de fios já derretidos em pelo menos dois locais. O comerciante não apresentou a origem dos fios. Vamos averiguar, mas é muito difícil identificar as vítimas pois os fios já foram derretidos e só restava o cobre”, disse o delegado Hélder Rodrigues.
ALVARÁ CAÇADO
Uma lei municipal de autoria do vereador Marcelo Valim, aprovada no ano passado, diz respeito, justamente, a depósitos de sucatas flagrados comercializando objetos furtados ou roubados. A Lei Complementar 83, de 17 de junho de 2005, dispõe que todo depósito ou ferro-velho surpreendido com objetos sem comprovação de origem, cujo proprietário for indiciado por furto ou receptação, terá o alvará cassado. Durante a operação não ocorreu nenhuma situação de flagrante, mas nos locais onde os materiais suspeitos foram apreendidos, os comerciantes poderão responder por receptação.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.