Dos 1.796 habitantes de Franca que perderam a vida no ano passado, 106 morreram em decorrência da diabete. O número coloca a doença no ranking das dez que mais matam na cidade e supera as mortes por acidentes de trânsito em 2007 (foram 67 no total). Os dados são de um relatório da Secretaria Municipal de Saúde.
Para especialistas, a diabete é um problema de saúde pública, que leva o paciente a morrer em decorrência de inúmeras complicações. Tal fato faz com que o número de óbitos por conta da doença fique subestimado. “Se você cruzar informações sobre uma pessoa que morreu de infarto agudo, por exemplo, pode descobrir que a causa primária era diabete”, explica o médico endocrinologista Júlio César Batista Lucas.
A doença é considerada crônica e faz do paciente um refém de tratamento pelo resto da vida. Ela é classificada em dois tipos: a tipo 1, que atinge 10% do total de casos e surge ainda na infância, quando a criança apresenta ausência total de insulina (hormônio responsável pela redução do açúcar no sangue). O tratamento para este paciente é a base de insulina injetável e dieta. Já a diabete tipo 2 é à mais comum e representa 90% dos casos da doença. Ela aparece na vida adulta e geralmente está relacionada à obesidade ou tem causa genética determinada. “Hoje, como estamos tendo uma má qualidade de vida na infância, há casos de crianças com 9 anos que têm diabetes. Antigamente, ela (a doença) aparecia depois dos 60 anos”, disse Júlio César.
A maioria dos pacientes com diabetes tipo 2 toma medicamento oral. Em alguns casos há necessidade da insulina injetável. Quando não tratada adequadamente, a doença pode causar a perda da visão, insuficiência renal e amputação de membros inferiores.
PREVENÇÃO
Alguns hábitos simples, mas que para muitos são difíceis de ser colocados em prática no dia-a-dia, podem livrar uma pessoa da diabete. O médico Júlio César explicou que uma alimentação saudável e realização de exercícios físicos regulares ajudam a prevenir a doença. No caso das pessoas predispostas, a diabete surgirá inevitavelmente, mas só depois dos 60 anos.
Um exame de glicemia, que detecta a doença, é indicado pelo médico após os 40 anos de idade, uma vez por ano. Já as pessoas que têm histórico de diabete na família ou estão obesas devem fazer o exame a partir dos 35 anos.
Os sintomas da doença estão relacionados aos pacientes que tomam muita água, urinam em excesso, têm dificuldades de cicatrização de feridas e perda de peso brusca.
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