Roberto de Souza hoje. Ontem era ‘Ratinho’


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Roberto de Souza, o “ex-Ratinho” mostra cenouras colhidas no dia (sexta-feira) que vão para a cozinha do abrigo
Roberto de Souza, o “ex-Ratinho” mostra cenouras colhidas no dia (sexta-feira) que vão para a cozinha do abrigo
Ele já foi conhecido por “Ratinho”. Não deve ser por causa do homônimo apresentador policialesco famoso por sua frase “Aqui tem café no bule”. Muito menos por qualquer atitude sorrateira, pois não é a sua praia. Nem ele mesmo sabe o porquê. Ao que tudo indica, foi sua vida embebida em garrafas de cachaça perambulando pelas ruas do Centro, deitado sob marquises e esmolando pelas esquinas que o tornou “Ratinho”. Mas isso é passado. Hoje o homem que um dia pediu comida de porta em porta, usou trapos para se abrigar do frio e já foi retirado das ruas pela Guarda Municipal sujo em suas próprias fezes e urina é Roberto de Souza. Faz questão de esquecer o que foi. E, se olhando de fora, de outra perspectiva, consegue enxergar o quão humilhante foi sua vida. “Pedia comida nas casas e as pessoas me davam em pratos que não queriam mais de volta. Quando os recebia, jogava-os no lixo depois de eu terminar de comer. Tinham nojo de mim”, lembra. Roberto hoje cuida da horta do Abrigo Provisório. “É um dos braços direitos que a gente tem aqui”, diz Adair Carvalho. O antigo “Ratinho” se orgulha da deferência. Diz que acorda cedo e vai para o terreno cuidar das plantas e até conversa com elas. “E elas respondem”, afirma.

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