O artesão Gilmar Rosa Sobrinho, 28, morador no Jardim Paineiras, acusa policiais militares e civis de o terem torturado dentro da delegacia de Cristais Paulista. Ele foi detido e apontado como suspeito de furtar cavalos em uma fazenda naquele município. Além de alegar ser inocente, Gilmar diz que foi vítima de agressões, que deixaram hematomas em seu corpo. Os policiais negam qualquer tipo de truculência contra o rapaz.
A confusão começou na noite de quarta-feira. Gilmar seguia com sua moto para cidade de Ribeirão Corrente, quando foi obrigado a parar na rodovia por conta de problemas com a motocicleta. Gilmar disse que estava afastado alguns metros do veículo, tentado pedir ajuda para o irmão pelo celular. Naquele momento, policiais militares estavam patrulhando a área rural a procura de dois ladrões que furtaram dois cavalos da Fazenda Meia Pata.
Os soldados estranharam as atitudes de Gilmar e resolveram abordá-lo. “Eu falei que minha moto estava com defeito. Eles me acusaram de ter roubado cavalos”, disse o rapaz. O artesão acusa os policiais de o terem torturado por cerca de duas horas. “Queriam que confessasse um crime que não cometi. Sou trabalhador. Sofri por quase duas horas”.
A polícia nega que o rapaz tenha sofrido qualquer tipo de agressão dentro da delegacia. O delegado George Theodoro Ary admitiu que Gilmar foi detido em atitudes suspeitas. “Ele nos contou uma história que não convenceu. Falou que a moto estava com defeito, mas o policial deu partida nela e estava funcionando. Perto dele foi encontrado uma sacola com facas e cordas. Ele foi interrogado e liberado”, disse o delegado que garantiu que “ninguém encostou a mão nele”.
“Seria um ato infantil se tivéssemos batido nele e deixado tantos vestígios. Algo que não existe na polícia é esse tipo de agressão”, disse o delegado. Ontem, Gilmar fez um boletim de ocorrência no Plantão Policial de Franca por abuso de autoridade. Hoje ele ainda deve fazer a denúncia na Corregedoria das Polícias Civil e Militar.
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