‘Morcego’ é capturado pela Polícia em Passos


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CENA DO CRIME - Imagem de arquivo mostra o local onde Maria Divina Cintra (no destaque) foi encontrada morta dentro de casa, há um ano, na Rua Washington Luiz: corpo da vítima estava sem roupa e havia sangue por toda a casa
CENA DO CRIME - Imagem de arquivo mostra o local onde Maria Divina Cintra (no destaque) foi encontrada morta dentro de casa, há um ano, na Rua Washington Luiz: corpo da vítima estava sem roupa e havia sangue por toda a casa
A fuga do “Morcego” durou apenas uma semana. Procurado pela Polícia Civil de Franca desde a última quinta-feira, Adilson da Silva Feliciano, 33, foi preso ontem à tarde em Passos (MG). Acusado de matar a aposentada Maria Divina Cintra, 58, ele estava com a prisão temporária decretada pela Justiça. O crime aconteceu no dia 28 de maio de 2007 e foi esclarecido pela equipe de homicídios da DIG há 11 dias. Na segunda-feira, 14, “Morcego” foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos sobre a morte de sua mulher, Roseli da Graça Vitoreli, 44. Ela havia morrido no sábado anterior em conseqüência de uma perfuração no reto, complicada com peritonite (inflamação na membrana que reveste a parede do abdome) e aspiração de suco gástrico. Familiares acreditam que “Morcego” tenha introduzido algum objeto no ânus da mulher. Ele admitiu ter mantido relação sexual anal com a companheira, mas negou qualquer tipo de violência. Durante o seu depoimento, policiais se lembraram de uma denúncia anônima, recebida em junho passado, informando que um homem com as mesmas características e apelido idêntico seria o responsável pela morte de Maria Divina. “Passamos a interrogá-lo sobre o envolvimento no assassinato. A princípio, ele negou o crime, mas afirmou que conhecia a vítima desde criança e que freqüentava sua casa. As peças do quebra-cabeça começaram a se encaixar. Diante das evidências, não teve mais como continuar negando e resolveu contar detalhes do crime”, disse o delegado Márcio Garcia Murari. Entrevistado pelo Comércio, “Morcego” alegou que havia combinado de consertar o telhado da casa da aposentada em troca de R$ 30. Teria caído acidentalmente no quarto. A aposentada saía do banho e estava enrolada apenas com a toalha. Resolveu violentá-la. “Ela começou a gritar e eu tampei sua boca para os vizinhos não ouvirem. Como ela era pesada, não consegui segurar e ela acabou batendo a cabeça duas vezes no chão”. [FOTO2] Mesmo com a confissão, os policiais não tiveram como prendê-lo, pois não havia ordem judicial. O mandado foi expedido na quinta-feira, 17. “Morcego” já havia batido asas. No começo desta semana, investigadores estiveram em Cássia (MG) e descobriram que ele havia passado na casa de parentes e se evadido em seguida. “Continuamos as buscas e fizemos diligências nas cidades vizinhas. Refizemos o caminho que poderia ter percorrido na fuga e fomos até Passos checar alguns endereços”, contou Murari. Na tarde de ontem, a equipe de homicídios descobriu que “Morcego” estava escondido na casa de outro irmão. Avisaram a Polícia Civil mineira e passaram a localização do procurado. Surpreendido, ele não teve como escapar. Os investigadores Lucas e Vinícius viajaram para Passos no começo da noite com o objetivo de recambiar “Morcego” para Franca. “Ele ficará na cadeia do Guanabara enquanto concluímos o inquérito. Vamos pedir sua prisão preventiva à Justiça para que aguarde preso ao julgamento”, finalizou Murari. Em 2000, “Morcego” foi condenado a nove meses de prisão por lesões corporais em sua primeira mulher. A condenação aconteceu em São Sebastião do Paraíso (MG). Em relação à morte de Roseli Vitoreli, ele continua sendo averiguado, mas a polícia acredita ser difícil comprovar sua culpa.

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