Pronto-socorro ‘Dr. Janjão’ tem dia de convênio particular


| Tempo de leitura: 2 min
ONDE TUDO COMEÇOU - No início da tarde de terça-feira, o repórter Alex Henrique (de rosa e óculos) decidiu consultar um médico no Janjão. Ficou na fila da recepção
ONDE TUDO COMEÇOU - No início da tarde de terça-feira, o repórter Alex Henrique (de rosa e óculos) decidiu consultar um médico no Janjão. Ficou na fila da recepção
Campeão de reclamações na imprensa. Ponto fraco da administração municipal. Este é o Pronto-socorro “Dr. Janjão”. Nesta época do ano, é comum a unidade apresentar superlotação e reclamações constantes de mau atendimento. Mas, na última terça-feira, dia 22, viveu uma tarde atípica: atendimento atencioso, tempo de espera razoável e poucas queixas. Sentindo um incômodo estomacal, sintoma de uma gastrite, desde cedo, decidi procurar atendimento médico. Cheguei às 13h30 na recepção do PS. Dez pessoas estavam na minha frente na fila do guichê, outras 50 já esperando a consulta. Preencher a ficha foi rápido. Às 13h36, meus dados foram cadastrados. Enquanto aguardava, um rápido bate-papo com um rapaz, aparentando 25 anos. Puxei conversa, sem me identificar. Ele se queixava de sintomas de dengue. “Desde domingo, estou com dor de cabeça, febre, dor no corpo, vômitos e diarréia”, disse o rapaz. Não esboçou reclamação de tempo de espera quando perguntei. “É assim mesmo, a gente acaba acostumando”, disse. Uma hora e 15 minutos depois do cadastro era chamado para entrar no consultório. Espera razoável, já que certa vez, eu mesmo aguardei quase duas horas no pronto-atendimento de meu convênio para uma consulta. 13h55. Entro em uma sala apertada, com mais 15 pessoas sentadas. Não era o consultório, mas uma espécie de sala de espera menor. Uma mulher de cerca de 25 anos sentindo cólicas abdominais seria atendida antes de mim. Ela reclamou da demora. “Poderia ser mais rápido. Tive que deixar minhas tarefas para fazer a consulta”, declarou a moça, que trabalha como babá, e cuida de uma criança em sua casa, no Jardim Aeroporto 3. O relógio indicava 14h46 quando tive o primeiro contato com a médica. Ela ouviu meu relato, questionou hábitos alimentares e fez um rápido exame apertando meu estômago. Em seis minutos, o diagnóstico. “Você tem uma gastrite”, afirmou. Encaminhado para a medicação, recebi Buscopan e Plasil misturados a soro fisiológico. Em 20 minutos, a dor e o incômodo passaram. Deitado na maca, observei o estado de conservação da enfermaria, que não é dos melhores. As dependências internas estão deterioradas. Paredes com pintura descascada, divisórias idem, infiltrações no teto, salas pequenas. Sinais de que o prédio, inaugurado em 1992, precisa de reforma. Esta foi, naquele dia, a grande diferença que percebi em relação a um hospital particular. Saí de lá perto das 16 horas, sem perceber nada de anormal em relação ao atendimento. Com base nessa terça-feira, é possível dizer que até o “Janjão” tem seus “dias de convênio particular”, com filas reduzidas e atendimento satisfatório.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários