A Polícia Civil de Franca exumou, ontem, o corpo da aposentada Maria Divina Cintra, 58. A finalidade foi averiguar se havia algum tipo de lesão em seu crânio. A exumação já havia sido marcada antes mesmo de Adilson da Silva Feliciano, 33, o “Morcego”, ter confessado que matou a mulher durante uma tentativa de abuso sexual. Com a prisão decretada pela Justiça, ele permanece foragido.
Maria Divina morava sozinha em uma casa simples da Rua Washington Luiz, Jardim Boa Esperança. No dia 28 de maio de 2007, ela foi encontrada morta na sala. Estava deitada de bruços e sem roupa. Havia sangue até o quarto. O teto de PVC do cômodo estava arrombado. Diante desse quadro, a polícia começou a trabalhar com a hipótese de um roubo seguido de morte.
Na oportunidade, o médico legista José Carlos Inácio não encontrou sinais de lesões externas - que teriam sido apontadas por peritos -e indicou que a causa da morte teria sido indeterminada. “Já que havia alguma divergência solicitamos a exumação para tentar esclarecer as dúvidas”, disse o delegado Eduardo Lopes Bonfim.
Acompanhado de peritos e policiais da equipe de homicídios da DIG, o mesmo legista esteve no cemitério Santo Agostinho, ontem, para realizar novos exames nos restos mortais. Voltou a afirmar que não encontrou sinais aparentes de lesões, mas ressaltou que a violência pode ter ocorrido. “Não posso afirmar que não houve trauma. Pode haver trauma interno que não deixa marcas, que não deixa fraturas”.
Para a Polícia Civil, a falta de conclusão do exame em nada altera a apuração do crime. Na segunda-feira, 14, “Morcego” foi conduzido à delegacia e admitiu ter matado Maria Divina. Em entrevista gravada ao Comércio, contou que estava consertando o telhado da casa dela e, supostamente, caído sem querer no interior do quarto.
A mulher saía do banho e estava apenas enrolada em uma toalha. Tentou agarrá-la. “Ela começou a gritar e eu tampei sua boca para os vizinhos não ouvirem. Como ela era pesada, não consegui segurar e ela acabou batendo a cabeça duas vezes no chão”.
Na quinta-feira, a Justiça decretou a prisão temporária de “Morcego”. Ele já havia fugido e não foi mais encontrado. Investigadores da DIG descobriram que o procurado passou na casa de parentes em Cássia (MG) durante o fim de semana e que tomou rumo ignorado na seqüência. Denúncias sobre o seu paradeiro podem ser feitas pelo 197.
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