A polícia de Franca está em estado de alerta diante da possibilidade de prédios do governo federal na cidade serem alvos de invasores. Denúncia anônima dá conta de que baderneiros estariam se mobilizando para colocar o plano em prática a qualquer momento.
Na manhã de ontem, um homem se dizendo diretor do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ligou para a sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e informou ter recebido denúncia de que a agência local poderia ser invadida. A suposta ação seria desencadeada por integrantes de movimentos sociais e teria a participação de criminosos.
A denúncia não especificou qual seria a motivação de tais atos de vandalismo. Na dúvida, as Polícias Civil e Militar estão preparadas. “Tudo dependerá do caso concreto, mas estamos de prontidão para apoiar a União no sentido de garantir e restabelecer a ordem pública caso necessário”, disse o delegado Wanir José da Silveira Júnior.
Na segunda-feira, cerca de 400 pessoas lideradas pelo USTS (União dos Sem-Terra e Sem-Teto de Sertãozinho) invadiram um prédio que pertence ao INSS na cidade. Eles querem que o governo federal construa moradias no local, abandonado há 15 anos. A área tem cerca de 5 mil metros quadrados e ocupa um quarteirão na região central da cidade. O prédio já pertenceu a uma usina, mas foi entregue à União como pagamento de dívida.
Eli Carlos Mariano, 29, um dos líderes da invasão em Sertãozinho, disse à Agência Folha que a ocupação faz parte de um movimento nacional, em 23 Estados, liderado pela União do Movimento de Moradias, com sede em São Paulo. “Estamos aguardando negociação. Sabemos que é uma área federal e acompanhamos as falas do presidente da República que diz que dará preferência à construção de moradias em áreas abandonadas há mais de cinco anos’’. As autoridades temem que invasões semelhantes aconteçam em todo o Estado.
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