Bate na trave, mas não entra. O jargão do futebol se enquadra bem na situação de boa parte dos moradores da cidade, que vêem o recapeamento passar nas ruas próximas e não chegar em suas portas. Pelo menos 15 importantes ruas e avenidas, em todas as regiões de Franca, estão “ilhadas” e, segundo a Prefeitura, deverão permanecer assim por tempo indeterminado.
Uma destas vias é a Doutor Flávio Rocha, que corta os bairros Miramontes, Santa Terezinha e Redentor. O moradores estão indignados. O asfalto novo chegou às avenidas José da Silva (continuação da Flávio Rocha) e Dom Pedro (paralela), enquanto eles têm de se contentar com os remendos e suas respectivas ondulações. “Não entendo por que chegou tão perto e nós ficamos de fora”, reclamou o comerciante José Carlos Campos, 42.
Tal situação é mais comum do que se imagina. O Comércio foi conferir e, em apenas duas horas, localizou inúmeras vias tomadas por remendos (veja alguns exemplos em quadro nesta página). A Estevão Marcolino, na Vila Santos Dumont, é uma delas. A rua dá acesso à Ciretran e é muito movimentada. Está tomada por remendos do início ao fim. O motorista que trafega por ela tem a impressão de que dirige em uma estrada de terra. A via paralela, Rua Cavalheiro Petráglia, está em situação idêntica.
Bem próximo dali, a realidade é outra. A Rua Simpliciano Pombo - também de grande fluxo - foi recapeada e mais parece um tapete. “Se todas ficassem assim, seria maravilhoso”, disse o motociclista Alexandre Andrade, 23, que sempre utiliza as três ruas.
O asfalto velho e cheio de retoques não é problema apenas nos bairros da cidade. No Centro, há vários casos, como as ruas General Telles e Homero Alves.
SEM PREVISÃO
A espera pelo asfalto, nestes e em muitos lugares, não deverá ser resolvida a curto prazo. A Prefeitura disse que ainda não tem um cronograma definido e que depende de vários aspectos antes de definir os locais beneficiados. Entre eles, recursos financeiros e condições de tráfego. “Por este motivo não haverá divulgação preliminar dos locais, o que acabaria gerando expectativas na população”, disse a secretária de Planejamento Urbano, Valéria Marson.
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