Milton ataca diretoria na despedida


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O presidente da Francana, José Braga (à esq.), observa coletivo do time promovido ontem à tarde no Estádio Lanchão
O presidente da Francana, José Braga (à esq.), observa coletivo do time promovido ontem à tarde no Estádio Lanchão
Assim como sua passagem pela Francana, a saída do atacante Milton marcou outra polêmica. Após deixar a reunião que definiu sua liberação, o jogador criticou diretores e a própria estrutura do clube. Alegou que sua demissão, anunciada na noite de terça-feira pelo presidente José Servino Braga, foi resultado de perseguição por parte de alguns diretores. À torcida, agradeceu o apoio recebido. O jogador ainda fez questão de elogiar a postura do presidente do clube. Além dele, o goleiro Branco foi afastado no mesmo dia. O atacante Milton disputou 16 jogos, dos 17 realizados pela Veterana no Campeonato Paulista da Série A-3, e marcou apenas dois gols. "Eu morava em um lugar que enchia minha cama com água por causa de goteira. Teve uma reunião em que expliquei tudo e cobrei, falando que atleta profissional não devia morar em concentração onde júnior morava. Tinha um banheiro só", declarou o jogador, recordando da primeira polêmica que ele esteve envolvido com a diretoria, no mês de fevereiro deste ano. Nessa época, sua demissão chegou a ser tratada, mas os jogadores fizeram "pressão" e os diretores alviverdes voltaram atrás. "Não saí por causa do grupo, e os que se posicionaram contra (para demiti-lo) foram o Mauricinho (diretor Maurício de Paula Machado) e o Buti (diretor Jorge Buti). O Telmo (Barbosa, diretor de futebol) e o senhor Chico (Francisco Mariano, gerente de futebol), embirraram comigo, dizendo que eu cobrava demais", opinou. Para o jogador, o ato de anteontem foi tomado pelo fato do time ir mal no campeonato. Milton comentou não acreditar que o treinador Walter Zaparolli teve influência em sua liberação. "Vim para cá com as melhores das intenções", justificou o jogador. Além de destacar a suposta perseguição sofrida, Milton também disse que, na sua opinião, a atuação de Telmo Barbosa e Francisco Mariano no clube é até prejudicial à Francana. "Eles acrescentam muito pouco. Não falo por mim, é a visão de outros jogadores também. Eles não têm nenhuma conduta profissional quando cobram algo. Pegaram no meu pé, coisa de vaidade, e agora conseguiram (mandar-me embora)", declarou o jogador. Por fim, ele afirmou que chegou a receber uma proposta para jogar na Caldense e receber mais. Só que a Francana não teria dado sua liberação. No começo da Série A-3, a Passense chegou a conversar com o jogador em um amistoso realizado pela Veterana em Minas Gerais. Só que a diretoria do clube mineiro mencionou que houve apenas uma conversa despretensiosa. DIRETORIA O gerente de futebol da Francana, Francisco Mariano, afirmou ontem à tarde que nunca houve perseguição a ninguém. "Ele foi demitido por deficiência técnica. Não tive nenhuma participação. Não tive problemas com ele", disse. Chico ainda comentou que quando o jogador teve furtado um celular e um relógio, o próprio gerente deu outro relógio ao jogador. O presidente, José Servino Braga, descartou qualquer participação dos diretores na demissão do atacante. "Ele foi infeliz se externou isso (perseguição). Eu e o treinador colocamos que ele não seria aproveitado porque não estava respeitando a ordem tática. Nos reunimos, confirmei tudo isso com o próprio treinador e então foi tomada uma atitude", finalizou.

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