O agricultor Paulo Cândido Fonseca, 58, mora sozinho às margens da vicinal PTP-040, que liga a cidade de Patrocínio Paulista à Fazenda Santa Hilda e serve de ligação da cidade com várias propriedades rurais do município. Há um ano e três meses, Paulo está isolado.
A estrada, que antes era movimentada a ponto do patrão de Paulo iniciar a construção de um bar em suas margens, agora se tornou apenas um trilho tomado por mato. O motivo é a queda da ponte de 16 metros que passava pelo Rio Sapucaizinho, em janeiro do ano passado, quando fortes chuvas a derrubaram e destruíram outras oito pontes na cidade, todas já reconstruídas. A casa de Paulo fica ao lado da ponte . “O movimento era de carro, caminhão, tudo quanto é coisa passava por aqui. Agora acabou, não passa mais ninguém, virou um deserto.”
A menos de um quilômetro dali, uma dezena de pessoas também passa por dificuldades. São internos da Cosfam, uma fazenda de recuperação de viciados em drogas e álcool. Para se chegar à fazenda, assim como às demais cujo acesso se dá pela estrada, é preciso pegar um “atalho” com cinco quilômetros a mais de extensão do que a via original, o que dificulta o recebimento de doações. “Como é preciso andar mais, muitos colaboradores desistem de vir até aqui. Outro problema é que a distância que percorremos para buscar doações na cidade também aumentou”, disse o gerente da Cosfam, Carlos Alberto Rodrigues Pereira.
A prefeitura admite que a falta da ponte causa problemas e garantiu ter dinheiro em caixa para reconstruí-la. “Mas como o governo do Estado se comprometeu a arcar com as despesas da construção, decidimos esperar”, disse o diretor adjunto do Serm (Serviços de Estradas Rurais Municipais) Giovanni dos Reis Carraro.
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Segundo ele, a demora para a liberação dos recursos e, conseqüentemente, para o início das obras se deve à complexidade dos estudos de viabilidade. Técnicos da prefeitura estariam preparando o projeto para recuperar a área. Mas esse é um processo bastante complicado e no qual não pode haver erros, por isso, a demora. “Assim que concluirmos tudo encaminharemos os documentos para a aprovação da Casa Civil”. Após o estudo do projeto, será iniciado o processo de licitação.
Giovanni ressalta, no entanto, que caso a liberação estadual demore, a prefeitura arcará com a construção. “A Câmara já liberou a verba para se fazer a licitação da construção. Inclusive já tem até dotação”, disse sem falar em uma data limite.
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