Saída de Jerônimo fortalece Ananias


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A queda-de-braço e rivalidade entre Sebastião Ananias e Jerônimo Sérgio Pinto é antiga. A saída de Jerônimo da Copel é vista nos bastidores da Prefeitura como o terceiro grande embate entre os dois. Curiosamente, em todos os imbróglios, a Copel estava envolvida. O primeiro ocorreu em 29 de agosto do ano passado, após o fracasso na licitação da venda das contas-salário dos servidores públicos municipais. Não apareceu uma oferta sequer. Ananias culpou Jerônimo e vice-versa. O prefeito Sidnei Rocha (PSDB), que havia passado a presidência a Jerônimo em maio, resolveu, em agosto, dividir as 57 atribuições da Copel, 34 para o primeiro e 23 para o outro, mas Jerônimo continuou tendo a última palavra na comissão. A outra “treta” entre os dois ocorreu em fevereiro, quando explodiu a denúncia de que membros do primeiro escalão teriam recebido salários a mais no ano de 2006. Ananias, sem a concordância dos demais, resolveu devolver R$ 5,1 mil de seu valor excedente, que seria de R$ 6,5 mil. Jerônimo criticou o colega. “O Ananias foi o único que optou por devolver os recursos. O Jurídico disse que era uma causa ganha”, afirmou. Ananias rebateu e o clima, de novo, pesou. No final, o caso esfriou. Agora, a reintegração da Copel é vista como uma vitória do secretário de Finanças. Jerônimo continuará como membro da comissão, mas Ananias terá mais poder de decisão. Com isso, a briga está equilibrada. Pelo menos até o próximo confronto.

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