Revolução na zona oeste


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FAMÍLIA QUE CRESCE UNIDA - O proprietário do Supermercado Econômico, na Vila Santa Maria, Evaristo Alves Filho, ao lado de sua mulher, Maria Regina Marconi Alves, sua filha Marina Rita e sua irmã Maria Aparecida Marconi. Mercado
FAMÍLIA QUE CRESCE UNIDA - O proprietário do Supermercado Econômico, na Vila Santa Maria, Evaristo Alves Filho, ao lado de sua mulher, Maria Regina Marconi Alves, sua filha Marina Rita e sua irmã Maria Aparecida Marconi. Mercado
A zona oeste de Franca passa por uma fase de transformações: o minibox vira supermercado, dobra de tamanho e em um ano já triplica sua clientela. A papelaria mal espera o assentamento dos pisos para abrir as portas e três meses depois ganhar mais gôndolas e diversidade de produtos. O dono do minimercado que há um ano anunciava no caderno Classificados do Comércio da Franca a venda de seu estabelecimento por R$ 45 mil, hoje, não negocia por menos de R$ 80 mil. Todas essas situações são reais e retratam o momento dos comerciantes daquela parte da cidade. Atentos à evolução populacional, preparam terreno para participar do crescimento econômico da região, onde estão situados bairros como Dermínio, Rezende, Santa Efigênia, Santa Maria, São Paulo, Bonsucesso e Pedigone. Fora a chegada, em breve, de outros dois conjuntos habitacionais. No próximo dia 26 de abril, a Caixa Econômica Federal (CEF), a Prohab (Habitação Popular de Franca) e a Prefeitura inauguram 569 casas populares no Residencial Júlio D’Elia. A região, que possui cerca de 20 mil moradores, deve ganhar só neste empreendimento outros 4 mil. Os novos vizinhos terão poder aquisitivo entre R$ 1,2 mil e R$ 1,8 mil. Baseados nestes promissores dados é que o casal Célio de Barros e Renata Garcia Dermínio de Barros, proprietários da Papelaria Renata, investiram R$ 30 mil na abertura do negócio, há três meses, na Vila Santa Maria. Eles apostam no potencial do bairro, mas, sobretudo, na expansão da zona oeste para impulsionar o negócio. “Ainda estamos investindo na loja e acreditamos que teremos um retorno em breve com a inauguração dos novos bairros”, disse Renata. AMPLIAÇÃO Há um ano, o Supermercado Econômico tinha jeito e tamanho de um minibox. Com dois caixas - um funcionando apenas em horário de pico -, cinco fileiras de gôndolas, padaria e açougues acanhados. Tudo distribuído em 270 metros quadrados de construção. Com a entrega de 400 casas no Bonsucesso, há um ano, o Econômico começou a entrar em colapso aos fins de semana, quando a clientela quintuplicava. O comerciante Evaristo Alves Filho, então, praticamente dobrou o tamanho da loja, que passou a ter 534 metros quadrados, ganhou três novos caixas - com todos funcionando - adicionou outras oito gôndolas, ampliou a padaria e o açougue e ganhou novos balcões para frios. O investimento, que o comerciante não revela, foi feito para adequar seu mercado à clientela que havia crescido e aos novos potenciais consumidores que espera ganhar. Sua clientela diária, após a reforma, saltou de 300 para 800 pessoas por dia. O número de funcionários passou de 8 para 16. Foi esse mesmo pensamento de se preparar para o futuro que determinou a troca de ponto de outra papelaria no Santa Efigênia. Paulo César Barduco e sua sócia, Sandra dos Santos Neto, começaram com um empreendimento modesto na Rua Sargento Lance. Há um ano e meio, compraram um cômodo a poucos metros da primeira loja reformaram o local e se mudaram para lá. A papelaria, que tinha 24 metros quadrados saltou para 60 e poderá ficar ainda maior se o movimento assim exigir. “A gente acredita que a ampliação ficará pequena em breve, quando as novas casas forem inauguradas”, disse Paulo. [FOTO2] VENDAS O crescimento econômico é determinante na hora de se estabelecer o valor dos pontos comerciais. E não é diferente na zona oeste. É em o que acredita o comerciante Simei Almeida Veiga, dono do Minibox Veiga, no Santa Maria. Ele afirma que a chegada dos novos bairros é usada como ponto de valorização. Somados, Bonsucesso, São Gabriel e Júlio D’Elia significam 1,5 mil novas residências, ou 6 mil novos moradores. Veiga disse que, no final de 2007, anunciou a venda de seu estabelecimento por R$ 45 mil. Agora, com a expansão da região, este valor teria ficado defasado. “Isso foi em novembro. Hoje eu não entregaria por menos de R$ 80 mil”, afirmou, ressaltando que, atualmente, nem pensa mais em passar o ponto adiante.

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