O PTB faz a convenção de seu diretório municipal na próxima quinta-feira, às 18h30. Na reunião, será decidido o rumo da legenda para as eleições de 5 de outubro. Além de escolher o novo presidente do partido em Franca, serão definidos os pré-candidatos a vereadores e os filiados terão também de escolher de que lado ficarão frente à coligação com o PSDB, do prefeito Sidnei Rocha.
As opções são claras: manter a dobrada por mais um pleito ou romper com os tucanos e lançar candidatura própria, com o vice-prefeito Ary Balieiro na cabeça da chapa.
Pelos desdobramentos dos últimos dias, a segunda via tem ganhado força. O próprio Ary já deixou claro que entrará na disputa com ou sem Rocha e que as bases de uma nova coligação terão de ser bem negociadas. “Temos noção de nossa importância e nosso espaço terá de ser proporcional a ela”, disse, durante a última semana.
Se depender somente do lado pessoal, dificilmente será costurada a aliança. Os “pitacos” de Ary sobre o comando da Prohab (Habitação Popular de Franca), todos ignorados por Rocha, teriam sido a gota d’água no relacionamento de prefeito e vice, que sofre pequenos abalos desde a vitória de ambos para a Prefeitura, em 2004.
O ex-superintendente da empresa pública, Vanderlei Tristão, que preside o PTB local, deixou o cargo para se candidatar vereador no dia 5 último. Ary pediu, então, que Rocha nomeasse outra pessoa de sua confiança, no caso, o diretor-técnico Nicola Rossato. Foi além e solicitou a Rocha que outro cargo vago, de diretor-financeiro, não fosse preenchido, por “economia”.
O vice-prefeito, porém, foi ignorado por Rocha, que além de indicar a secretária de Planejamento Urbano, Valéria Marson, para a superintendência, escolheu José Alfredo Pádua Guerra, como funcionário comissionado, para comandar as finanças. O clima entre os dois pesou. Tanto que, na segunda-feira, em evento promovido pela Francal, Ary e Sidnei não se falaram uma única vez.
E AGORA?
Todas estas idas e vindas entre prefeito e vice têm confundido e dividido os membros do PTB em Franca. Tristão disse que as manifestações que tem recebido são as mais variadas: vão desde relevar as diferenças e manter a dobrada com os tucanos ao imediato rompimento. “Há pessoas que estão chateadas, que entendem que o Ary não está tendo o devido reconhecimento. Mas a decisão caberá à maioria”, disse.
Os “pró-rompimento” acreditam que a candidatura solo é possível, principalmente após a eventual oferta do PMDB, que teria disponibilizado o nome do vereador e delegado Marcelo Caleiro como vice de Ary e um possível apoio financeiro e estrutural do PTB estadual - que viria por meio do deputado Campos Machado.
Por outro lado, dois membros importantes continuam alinhados a Rocha: o vereador Zezinho Cabeleireiro e o secretário de Finanças, Sebastião Ananias, sendo que este é membro da Executiva do partido. Embora não se manifeste oficialmente, Ananias é totalmente favorável à manutenção da coligação.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.