Graciela Ambrósio quer varredura na Prefeitura e Câmara Municipal


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EM AÇÃO - Vereadora Graciela Ambrósio apresenta oito projetos de lei de uma vez: “Quero moralização”
EM AÇÃO - Vereadora Graciela Ambrósio apresenta oito projetos de lei de uma vez: “Quero moralização”
A vereadora Graciela Ambrósio (PP) apresentou um pacote de projetos de lei na Câmara Municipal que visa, em suas palavras, dar transparência e credibilidade à administração. Em um total de oito proposituras, Graciela quer, entre outras coisas, que gastos dos vereadores com viagens, homenagens - as tradicionais plaquinhas - e telefonemas sejam divulgados na internet. Vai além e propõe, ainda, que prefeito, vice, vereadores, secretários e outros membros comissionados do primeiro escalão entreguem uma declaração de bens ao final de cada ano. A lista também irá para a internet e ficará à disposição de todos. As matérias deverão gerar muita polêmica. Principalmente em relação à abertura e publicação do patrimônio pessoal dos políticos. Para Donizete da Farmácia (PMN), por exemplo, este tipo de exposição pode ocasionar problemas. “A clareza em relação aos gastos públicos tem meu apoio. Mas sou contra expor os bens da pessoa, porque isso pode atrair a atenção até de bandidos”, afirmou. No bloco dos que apóiam as medidas, Gilson Pelizaro (PT) disse não ver problemas em relatar os gastos com dinheiro do Legislativo e relaciona seus bens. Para ele, os projetos podem ser encarados como uma espécie de “retribuição” à confiança do eleitor. “É totalmente viável que as pessoas tenham conhecimento destas informações. Sou favorável”, disse. Para a vereadora, não se trata de exposição, mas de transparência. Graciela disse que a população, enquanto mantenedora da administração pública, tem o direito de saber para onde está indo o dinheiro de seus impostos e se não há pessoas enriquecendo além da conta. “Será uma medida moralizadora, que dará credibilidade à Câmara e à Prefeitura. Não há porque ter receio”, disse Graciela. VOTO OBRIGATÓRIO Outro projeto de Graciela foi feito “por encomenda” e será destinado diretamente ao presidente da Câmara, Joaquim Ribeiro (PSB): a obrigatoriedade de voto ao presidente. Atualmente, Ribeiro só tem de votar em ocasiões especiais, como para desempatar uma disputa, o “voto de minerva”. Aparentemente, o peessebista não desaprovou a iniciativa, por achar que “todos os parlamentares devem participar das deliberações”.

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