Trabalha o dia todo, tem pouca disponibilidade de tempo, na maioria dos casos tem mais de 30 anos, está afastado dos bancos escolares e vê na graduação a chance de crescer profissionalmente.
Este é o perfil de quem, na maioria dos casos, escolhe o EAD (Ensino a distância) para sua formação ou ampliar o nível de conhecimento. A comodidade de poder estudar em casa com o apoio de professores pela internet e o preço convidativo das mensalidades levam cada vez mais pessoas a optar por esta modalidade.
A vida escolar de Roseli Soares Furtado sempre foi difícil. Ela terminou o ensino médio aos 31 anos, meta que geralmente os jovens completam aos 17. Roseli perdeu a mãe quando era adolescente e se viu na responsabilidade de ajudar na receita da casa e cuidar da educação dos quatro irmãos.
Após 13 anos afastada das salas de aula, Roseli resolveu investir na vida universitária. Hoje, aos 44, é uma das 30 alunas matriculadas no curso de Letras da UniUbe (Universidade de Uberaba), que mantém pólo em Franca. “Optei por esta modalidade de ensino por ela oferecer uma maior comodidade, além do preço ser quase a metade do que o de um curso presencial”, afirmou.
Fernanda Leonel de Queiroz, 42, é outro exemplo. Ela trabalha o dia todo, cuida da casa, dos filhos, do marido e não tem como freqüentar a faculdade. Moradora de São José da Bela Vista, vem para Franca uma vez por mês para a aula presencial. Todos os dias assiste às aulas virtuais pela internet.
Fernanda faz pedagogia e diz que, quando tem dúvidas, liga para o professor ou pesquisa por meio de livros e da internet. “Neste curso eu posso assistir as aulas quantas vezes quiser e por não ter o professor todos os dias eu me esforço mais, pesquiso mais”, disse, animada.
Embora boa parte dos alunos a distância tenha mais de 30 anos, também há jovens que escolhem esta modalidade de ensino. É o caso da vendedora autônoma Ana Cristina Dias, 22. Antes de cursar o EAD, ela era aluna de um curso presencial e encontrava dificuldades para conciliar o trabalho com os estudos. Agora, diz estar contente com o bom rendimento que tem alcançado. “O ruim é que não temos uma relação intensa de interatividade com o professor, mas, apesar disso, estou muito satisfeita e recomendo o EAD”.
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