Uma modalidade de ensino que tem ganhado cada vez mais adeptos em Franca nos últimos anos é o EAD (Ensino a Distância). Há dois anos e meio, quando chegou à cidade, despertou o interesse de apenas 45 estudantes. Hoje, são mais de 2,8 mil cursando a faculdade “on line”. O número representa, em termos comparativos, 24% do total de alunos presenciais da Unifran (Universidade de Franca), a maior universidade da cidade.
As opções são variadas e mais de 30 cursos são oferecidos. As aulas ocorrem por meio de salas de bate-papo e fóruns pela internet. Os estudantes trocam informações e tiram dúvidas com prospectores (professores a distância) que ficam de plantão, em horários previamente estipulados.
Mas não é tudo feito de longe. Há também aulas presenciais, que ocorrem de uma a quatro vezes por mês, de acordo com o planejamento de cada instituição. O comparecimento, nestes dias, é obrigatório e os encontros ocorrem, geralmente, à noite ou nos fins de semana durante o dia. “É uma grande oportunidade para quem leva uma vida corrida e quer estudar”, disse a pedagoga Rose de Fátima Messias.
Ao todo, cinco locais oferecem esta modalidade de curso na região de Franca. Juntas, Unifran, Ulbra (Universidade Luterana do Brasil), UniUbe (Universidade de Uberaba), Faculdades Coc e Centro Universitário Claretiano possuem pelo menos 2,8 mil matriculados.
O Pestalozzi, na Cidade Nova, foi a primeira instituição a trazer o EAD, em parceria com a Ulbra. A diretora administrativa da escola, Gisele Novelino, acredita que o método está consolidado e que sua praticidade tende a atrair cada vez mais pessoas. “Percebemos um interesse grande das pessoas por esta modalidade e acreditamos que para os próximos anos este cenário não deverá mudar”, disse.
Embora o ensino ofereça uma maior flexibilidade de tempo por ser a distância, as escolas garantem que não há perda de qualidade para os estudantes e futuros profissionais. “Engana-se quem pensa que não precisará se esforçar para concluir o curso. Além das reuniões, é necessário que o estudante faça trabalhos semanais, participe de discussões, entre outras atividades”, afirmou a coordenadora pedagógica regional da UniUbe, Anamélia Lourinho.
QUALIDADE
Os cursos a distância têm reconhecimento do MEC (Ministério da Educação e Cultura) e o mesmo valor dos presenciais. As exigências são semelhantes. O aluno precisa ter concluído no mínimo o ensino médio para se matricular, nota igual ou superior a seis para se graduar e sete para se pós-graduar. Presença inferior a 75% nos encontros, como no estudo convencional, resulta em reprovação. Para fiscalizar o nível do ensino aplicado, técnicos do MEC percorrem anualmente as instituições e avaliam a estrutura e o corpo docente.
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