Decisões


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Viver é fazer escolhas. Vive melhor quem consegue mais acertos do que erros nas suas decisões. Quanto maior o conhecimento, o número de informações, maior a possibilidade de uma decisão mais acertada. Caráter íntegro e nobreza da alma são escudos contra escolhas erradas. Quando se deixa guiar pelo senso do justo, sem se importar com a opinião dos outros, fica mais fácil decidir. Há decisões difíceis porque existem vantagens e desvantagens em qualquer que seja a opção, e então é preciso pesar bem os prós e contras. Às vezes a dificuldade de decidir é apenas aparente; a dúvida sobre amar alguém é na verdade a certeza de não amar. Mulheres não gostam de homens indecisos; homens temem mulheres decididas. Decisões há que requerem certa audácia, destemor. No âmbito profissional, muitas pessoas decidem permanecer em empregos ou funções que geram menos ganho, desperdiçando seu talento e sua capacidade, simplesmente porque têm medo de trocar o certo pelo incerto. Mais importante do que tomar as decisões é adquirir as condições necessárias para tanto. Quem está habilitado a tomar decisões consegue ocupar as posições mais altas, os cargos mais importantes, e obtém melhores ganhos. Aqueles cuja qualificação está aquém da necessária para os cargos de comando vão ficar sempre sob subordinação. Quanto menor a qualificação, maior o grau de dependência da vontade alheia. O mundo costuma ser cruel com os indecisos. Há situações que cobram decisões imediatas, como a do policial em serviço que depara com alguém praticando crime. Às vezes, o que parece um abuso de poder é apenas o resultado de uma ação instintiva, praticada num momento em que o agente não tem tempo de pensar para decidir. Certas funções só deveriam ser ocupadas por pessoas com experiência, vivência, pois suas decisões geram efeito sobre a vida de terceiros. Há pessoas que detêm parcela de poder, incumbidas de julgar atos alheios, que nunca tiveram de trabalhar, foram sustentadas pelos pais até a conclusão do curso superior; não têm a mínima noção de como é o mundo daqueles cujo destino têm nas mãos. A satisfação é grande quando a gente toma decisões que contrariam certos desejos porque enxerga a superfluidade ou nocividade do objeto desses desejos. É o dizer não, mostrar que se é regente dos próprios atos e vontades. Admiro as pessoas empreendedoras, que sonham alto, têm coragem, intrepidez, arrojo, disposição para enfrentar desafios, que não têm medo de correr riscos, de fracassar. Cada um precisa ter o seu lado empreendedor, lutar sempre, dar-se o devido valor, colocar-se em condições de decidir a própria vida, de recusar propostas indecentes, seguir seu caminho e ser livre. Quem vive descontente, reclamando de tudo, precisa criar coragem e fazer o que for necessário para melhorar sua existência. Há pessoas que deixam grandes centros urbanos e vão morar em pequenas cidades do interior, com ganhos financeiros menores, mas melhor qualidade de vida. Mudanças radicais requerem decisão, atitude, vontade. É preciso querer ser feliz. Vida é ação, energia, movimento, pulsação. É possível virar o jogo, mudar a maré, livrar-se das amarras da hesitação. Você pode escolher: ser quem vive bem, porque age e domina a situação, ou quem vive mal, porque dominado pela inércia e pela indecisão. Paulo Pereira da Costa Autor do livro Pensando na Vida – E-mail: paulopereiracosta@uol.com.br

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