Caminhão tomba e mata dez cavalos campeões de pólo


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TRISTE - Homens fazem o trabalho de remoção dos cavalos: 8 animais morreram na hora, outros 2 tiveram que ser sacrificados em razão da gravidade dos ferimentos
TRISTE - Homens fazem o trabalho de remoção dos cavalos: 8 animais morreram na hora, outros 2 tiveram que ser sacrificados em razão da gravidade dos ferimentos
Dez cavalos mortos, duas pessoas feridas e um prejuízo estimado em R$ 300 mil. Um caminhão carregado com cavalos de competição tombou na manhã de ontem na vicinal que liga Restinga à Rodovia Cândido Portinari e chocou quem passava pelo local com a imagem dos animais ensangüentados e do caminhão destruído. O acidente aconteceu numa curva, após o motorista perder o controle do veículo que, desgovernado, caiu numa pequena ribanceira. O condutor e seu ajudante sofreram ferimentos generalizados e foram socorridos à Santa Casa de Franca. Eles transportavam 17 animais. Oito morreram na hora e dois tiveram que ser sacrificados devido aos graves ferimentos. Fazendeiros donos de uma tropa de cavalos puro-sangue inglês contrataram os serviços do caminhoneiro Aparecido Donizete Martins, 48, morador na cidade de Orlândia. Acostumado a fazer transportes de animais, Martins carregou o caminhão Mercedes Benz, ano 2006, com 17 cavalos na Fazenda Santa Rita, em Restinga. O destino da viagem seria a cidade de Indaiatuba (SP). Avaliados em R$ 30 mil cada, os 17 cavalos iriam disputar um torneio de pólo. Eles seguiam na carroceria de madeira do veículo. Minutos depois de sair de Restinga, o caminhão perdeu os freios num trecho de declive acentuado da vicinal entre a cidade e a Rodovia Cândido Portinari. Desgovernado, o motorista do caminhão não conseguiu fazer a chamada “curva do S” e tombou o veículo numa pequena ribanceira. Aparecido Donizete e seu ajudante, Adilson Cavalcanti, 32, sofreram ferimentos generalizados. O motorista ficou preso na cabine do caminhão, sendo resgatado pelos soldados do Corpo de Bombeiros. Ele teve cortes no rosto e nas pernas. Os 17 animais que estavam no caminhão foram arremessados para fora. A carroceria praticamente se desintegrou durante o capotamento. Oito cavalos morreram na hora e os demais tiveram cortes e fraturas nas patas. O agricultor Caio Ribeiro, dono de seis animais que estavam no caminhão, foi para o local tão logo ficou sabendo do acidente. Ele ainda ajudou a cuidar dos cavalos sobreviventes. “Três éguas e um cavalo meu morreram. São animais de competição de pólo. Meu filho iria jogar com eles. Foi um prejuízo, com certeza, mas ainda bem que o motorista e seu ajudante estão bem”, disse o agricultor, acrescentando que três de seus melhores cavalos, campeões em vários torneios nacionais, morreram. Apesar do alto valor dos animais, nenhum deles, segundo Caio, tinha seguro. Um veterinário que acompanha a tropa esteve no local do acidente e teve que aplicar injeção letal num dos cavalos, que agonizava em razão dos graves ferimentos. Dos oito animais sobreviventes, outro ainda teve que ser sacrificado no início da tarde. “Ele quebrou uma das pernas e teve perfuração de pulmão. Não teve jeito: tive que mandar sacrificá-lo”, disse Caio. O agricultor Caio Ribeiro não era o único dono dos cavalos que estavam no caminhão. Outros dois competidores de Orlândia, que mantinham os animais na Fazenda Santa Rita, perderam seus cavalos. Até o fechamento desta edição, esses competidores não haviam sido localizados em Orlândia para comentarem o caso.

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