Cavalos de pólo: alto valor de mercado e manutenção


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Manter um “cavalo-atleta” não é barato. Alimentação balanceada, alojamento, remédios, tratamento veterinário, transporte. Os 17 animais que estavam no caminhão que tombou ontem viviam na Fazenda Santa Rita, em Restinga, e estavam prontos para disputar um importante torneio na cidade de Indaiatuba (SP). Três competidores, dois de Orlândia e um de Restinga, eram os donos dos cavalos puro-sangue inglês. A fazenda onde estavam alojados é dotada de um campo de pólo, onde os animais recebiam treinos diários. Em baias próprias, a alimentação de cada um deles é balanceada e o custo médio para se manter um deles varia de R$ 500 a R$ 700 por mês. Daí o alto valor de cada animal -cerca de R$ 30 mil. “Além da alimentação especial, que é basicamente composta de ração, alfafa e feno, ainda existem os funcionários, as vitaminas e os remédios dos cavalos”, disse Caio Ribeiro, um dos proprietários e dono de um haras em Restinga, que voltou a lamentar: “Nós competimos há muitos anos. Perdi alguns cavalos que foram até campeões brasileiros. Meu filho é quem joga com eles”. Cavalos de competição como os acidentados ontem recebem tratamento diferenciado desde o nascimento. Uma competição de pólo exige muito do animal. Os jogos são disputados em quatro tempos de sete minutos e meio. O esporte é praticado com quatro jogadores por equipe montados em cavalos. O objetivo do cavaleiro é atingir uma bola com um taco e tentam marcar o máximo de gols possíveis no arco da equipe rival.

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