Laudo não esclarece lesões em ânus de mulher morta


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O assassinato da aposentada Maria Divina não é a única ocorrência que liga “Morcego” à polícia. Em 2000, ele foi condenado a nove meses de prisão por lesões corporais em sua primeira mulher. A condenação aconteceu em São Sebastião do Paraíso (MG). Na segunda-feira, 14, voltou à delegacia para prestar esclarecimentos sobre a morte da catadora de materiais recicláveis Roseli da Graça Vitoreli, 44, sua atual companheira. Ela morreu, sábado, em conseqüência de uma perfuração no reto, complicada com peritonite (inflamação na membrana que reveste a parede do abdome) e aspiração de suco gástrico. Familiares acreditam que “Morcego” tenha introduzido algum objeto no ânus da mulher. Segundo a dona de casa Sueli Batista de Almeida, irmã da vítima, ele era violento e já teria espancado a catadora em brigas anteriores. “Ela sempre reclamava que ele queria manter relações sexuais ‘diferentes’ com ela. Ele pode ter enfiado (sic) um cabo de vassoura nela”. “Morcego” disse ter mantido relação sexual anal com a mulher na quarta-feira, mas negou qualquer tipo de violência. O corpo de Roseli foi encaminhado ao IML e submetido ao exame de necropsia. O laudo ficou pronto ontem e não esclarece se algum tipo de objeto foi introduzido no ânus da vítima. De acordo com o documento assinado pelos legistas Marcus Vinícius Jardini Barbosa e Mauro Tosi Maniglia, há sinais de lesões crônicas no reto causadas por agente indeterminado. Com a falta de conclusão, a Polícia Civil, a princípio, não terá como indiciar “Morcego” pela morte da mulher.

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