Minilixão inferniza moradores do Pq. Continental


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Cachorro passeia em meio ao lixo no Parque Continental. No local se encontra desde lixo doméstico a animais mortos
Cachorro passeia em meio ao lixo no Parque Continental. No local se encontra desde lixo doméstico a animais mortos
Lixo de indústrias, caixas com ovos quebrados, guarda-chuva, roupas e restos de alimentos. Tudo esparramado. Este é o cenário de um terreno, na Rua Caxambu, no Parque Continental, Zona Oeste da cidade. A área, que também serve de depósito de animais mortos, está tirando o sossego dos moradores do bairro. O local se transformou em um minilixão a céu aberto. “Isso aqui é absurdo. Todos os dias, tem um lixo diferente e um cachorro morto”, reclama o sapateiro Florenço André Feliciano, que mora próximo ao terreno. O Parque Continental tem apenas cinco ruas e, pelo menos, quatro terrenos tomados por matos. O pior é justamente o da Rua Caxambu, uma das principais vias de acesso ao bairro. Florenço construiu uma casa próximo ao minilixão e, há mais de um ano, tenta convencer pessoas que flagra jogando lixo no local a parar com a prática. “Já desanimei. Fiz de tudo para mudar isso, não tem jeito”. Para piorar a situação, na mesma rua, do lado direito, está correndo uma água verde, fétida e que pára na sarjeta por conta de mais lixo, desta vez, restos de materiais de construção. O cheiro da água e o lixão têm atraído pernilongos. “Em casa, não pode faltar repelentes de tanto pernilongo”, disse a sapateira Rita de Cássia Oliveira, que mora na Rua Caxambu. Rita está preocupada com a água parada. E não é por menos. No bairro, cinco moradores contraíram dengue neste ano e outros dois pacientes com os sintomas da doença aguardam o resultado do exame. “Já vi larvas de mosquito nesta água. Tenho quatro filhos menores e temo que eles fiquem doentes”. [FOTO2] Os moradores não sabem de onde vem a água e não culpam a Prefeitura por ela estar parada na rua. “A água pára aqui porque tem lixo, aí fica suja, cheirando ruim”, disse uma mulher que afirma passar pelo local todos os dias, mas pediu anonimato. O mesmo pensam os moradores a respeito do minilixão. “No mês passado, a Prefeitura limpou este terreno. Uma semana depois, a sujeira estava de volta. Falta mesmo educação nas pessoas”, disse Florenço. Ismael Xavier, diretor da Divisão de Fiscalização, disse que mandará os fiscais da Prefeitura verificar o local. Para ele, há pouco o que ser feito nestes casos.

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