Lixões: resultado da falta de educação


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Minilixão não é exclusividade do Parque Continental. Eles estão espalhados em vários bairros da cidade e são encontrados, principalmente, na periferia. No ano passado, a reportagem do Comércio flagrou sujeira em bairros como Paulistano, Aeroporto, City Petrópolis, Brasilândia, Vila São Sebastião, Jardim Ipanema e Centro. Neste ano, em três meses, duas reportagens apontaram o mesmo problema no Jardim Dermínio e na Rodovia Rio Negro e Solimões. Para Ismael Xavier, diretor da Divisão de Fiscalização da Prefeitura, há pouco o que fazer nestes casos. “Infelizmente, falta conscientização, educação, cidadania e sociabilidade. Dizer mais o quê?”. Segundo o diretor, se a área for particular, o proprietário não pode ser notificado, uma vez que ele não é o responsável por jogar o lixo. Se a área é da Prefeitura, a Secretaria de Serviços faz a limpeza. “O problema é que não demora muito e o lixo está lá de novo”. Ainda de acordo com Ismael, não há como fazer fiscalização rigorosa e multar quem despeja lixo em locais inadequados. “Geralmente, a pessoa deposita à noite porque sabe que não será flagrada”. No caso do Parque Continental, Ismael disse que um fiscal da sua secretaria estará vistoriando a área e a Secretaria de Serviços receberá um ofício para limpar o local, prática comum quando há denúncias deste tipo. No dia 31 de maio, os moradores do bairro também poderão dispensar todo tipo de entulho que tiverem em casa -menos restos de materiais de construção. Neste dia, a Secretaria de Serviços realizará a operação “Arrastão de Limpeza” até as 15 horas, em todos os bairros da Zona Oeste.

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