Morte do técnico Tom Zé deixa mundo do basquete de luto


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O basquete de Franca e também do Brasil amanheceu de luto. No fim da noite de quinta-feira, morreu aos 47 anos o ex-jogador e técnico Antônio José Paterniani, que era carinhosamente chamado de Tomzé. Há anos ele travava uma ferrenha batalha contra o câncer. Várias pessoas ligadas ao basquete se despediram dele no velório São Vicente ontem. Um dos mais emocionados pela morte do ex-treinador foi Rinaldo Rodrigues, técnico da Liga Sorocabana e amigo particular de Tomzé. "Perdi um amigo, um irmão. Ele é padrinho do meu filho e éramos muito próximos. Em primeiro lugar, ele amava sua família. Logo depois vinha o basquete. Mesmo doente e com tantas dificuldades, ele ainda ia ao Ginásio do Póli assistir algumas partidas", disse Rinaldo, sem conseguir conter o choro. Quem também lamentou a morte de Tomzé foi Hélio Rubens Garcia, treinador do Unimed/Franca. "Ele começou nas categorias de base em Franca e quando ele era ainda juvenil, eu estava no final da minha carreira. Sempre tivemos laços estreitos de relacionamento e convivência. Falávamos sempre de basquete. Ele foi muito valente ao enfrentar seu problema de saúde e certamente cumpriu sua missão entre nós", disse o comandante francano. O técnico Marco Aurélio Pegolo dos Santos, o Chuí, que hoje treina o time de Araraquara, também mostrou-se resignado com a morte do amigo. "Ao trazer o basquete para cá, ele plantou uma semente que agora dá seus primeiros frutos. Os torcedores locais gostam do esporte, e a cidade já começa a ter uma tradição. O Tomzé é o precursor de tudo isso, e merece muito respeito, seja pela luta pelo basquete ou pela vida", disse Chuí. Não só de Franca vieram as homenagens a Tomzé. O ex-técnico Edvar Simões e seu filho Edvar Júnior também compareceram ao velório. "Ele era um cara muito amigo e brincalhão. Mas na hora de trabalhar, levava tudo muito a sério. Nosso basquete perde muito com a partida do Tomzé", disse Edvar Simões. O que muitos torcedores não sabem é que Tomzé esteve muito perto de comandar o basquete francano - até hoje, em mais de 4 décadas, Franca teve apenas três técnicos. A revelação partiu de Abel Ricardo Souza, que já foi presidente do Franca Basquete durante seis meses em 2005. "Realmente tentei trazer ele para treinar o time, mas ele estava muito bem em Araraquara e não deu certo. Ele era um guerreiro, e mostrou isso enquanto lutou também pela vida", disse Souza.

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