Os oito telefones públicos adaptados para surdos e mudos que deveriam auxiliar a comunicação de deficientes auditivos com parentes, amigos, colegas, entre outras pessoas, não estão funcionando. O serviço implantado há cerca de um ano em Franca não consegue completar as ligações.
O Comércio testou todos os telefones. Embora tenha seguido passo a passo as orientações contidas no próprio aparelho e tentado efetuar ligações para pelo menos três números diferentes, não foi possível completar a ligação.
A situação mais crítica foi encontrada no NGA-16 (Núcleo de Gestão Assistencial), ao lado do Pronto-Socorro “Doutor Janjão”, onde sequer o equipamento estava funcionando. As teclas estavam travadas e a mensagem apresentada no visor do equipamento adaptado era “desligando”.
Na Santa Casa, a assessora de imprensa Lila Crespo disse que o próprio técnico da CTBC (Companhia de Telecomunicações do Brasil), responsável pelos aparelhos adaptados, quando foi fazer testes de instalação teve dificuldades em completar a ligação.
Na Justiça Federal, embora o telefone esteja instalado em um local amplo e de fácil acesso, a situação encontrada não foi diferente de outros pontos. Não havia nenhuma pessoa apta a esclarecer possíveis dúvidas de funcionamento do aparelho e a ligação também não foi completada.
Em todos os locais visitados, a baixa procura pelo serviço é unânime. “Não temos um controle das ligações realizadas por deficientes auditivos no aparelho. Mas, em um ano, acredito que somente uma pessoa utilizou o aparelho”, disse Elder Barbosa, enfermeiro-supervisor do Hospital Regional.
Para estabelecer os locais onde os equipamentos foram instalados, a Prefeitura de Franca indicou à CTBC os pontos onde há maior fluxo de pessoas. A companhia avaliou e instalou os aparelhos. Cada um custa cerca de R$ 2 mil.
OUTRO LADO
Procurada para falar sobre o não funcionamento do sistema, a CTBC, através do gestor de projetos e operações, Paulo Magno Marques, disse desconhecer o problema e se prontificou a enviar um técnico para testar os telefones. “Não há erro algum. Mas, de qualquer forma, estamos dispostos a agendar uma data para que um técnico faça os testes nos aparelhos instalados”. Se comprovadas as falhas, a empresa se comprometeu a corrigi-las.
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