Sistema funciona como bate-papo online


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O telefone público adaptado para surdos-mudos tem o funcionamento parecido com o de um computador. Na sua base, há um teclado acoplado e um visor (espécie de monitor pequeno). Se o sistema funcionasse corretamente, o deficiente auditivo poderia se comunicar com qualquer pessoa, seja ela portadora de deficiências ou não, por meio da escrita. Nas instruções de uso colocadas nos aparelhos, a CTBC informa que basta retirar do gancho o fone e colocá-lo sobre o teclado. Em seguida, é necessário discar o telefone 142. A ligação é direcionada para a central de atendimento da CTBC, em Uberlândia (MG), onde uma telefonista a receberá e conversará como se estivesse online no computador com o deficiente. “O deficiente digita o que precisa falar no teclado e a telefonista lê em uma tela na central”, explicou Paulo Magno Marques. Este serviço é gratuito para o deficiente. Mais tarde, a profissional liga - a cobrar - para a pessoa com a qual o portador de deficiência auditiva deseja falar e intermedia a conversa, repassando para o surdo através da tela do visor o que é dito pela outra pessoa e falando com essa pessoa o que o deficiente escreve. A comunicação também é possível entre dois surdos, sem o intermédio da telefonista, desde que a pessoa tenha o aparelho em casa, que custa, em torno de R$ 2 mil. Para quem seria interessado em utilizar os aparelhos, ainda faltam informações suficientes sobre como é esse procedimento. “É preciso que o serviço seja melhor divulgado para que todos tenham acesso”, disse Izabel Alves de Sousa, presidente da Apada (Associação dos Portadores de Deficiência Auditiva).

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