O estudo ministrado e divulgado nesta semana pela Comissão da Pastoral da Terra, com sede em Goiânia (GO), também fez um levantamento do número de manifestações realizadas pelos membros do MST (Movimento dos Sem-Terra) e pelo MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra). Na região, o maior movimento registrado foi feito por 900 mulheres do grupo batizado de Via Campesina, ligado diretamente ao MST. Elas invadiram a Usina Cevasa, em Patrocínio Paulista, em março do ano passado.
O manifesto durou um dia e foi realizado com o objetivo de protestar contra a monocultura da cana no Estado de São Paulo. Em Ribeirão Preto, os sem-terra realizaram seis manifestos no decorrer do ano passado. Entre as reclamações, estavam incentivos aos pequenos produtores; contra a monocultura da cana e a reforma agrária.
As manifestações não pararam. No começo deste mês, um grupo de 150 pessoas fechou a Rodovia Cândido Portinari na entrada da estrada de acesso ao assentamento da Fazenda Boa Sorte. Eles ocuparam a pista por três horas para reivindicar que o Incra (Instituto Nacional de Colonização da Reforma Agrária) assuma o assentamento que hoje é administrado pelo Itesp (Instituto de Terras do Estado de São Paulo).
Os assentados também pediram um prazo maior para utilizar as máquinas cedidas pelo governo estadual por tempo determinado. “A gente tinha direito a apenas uma hora por dia, agora podemos usar até 12 horas. Isso mostra que nossos manifestos surtem resultado positivo para nós”, disse Nédito Silva, líder do MST na região.
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