Antes de ir ao tema que o título propõe, quero deixar claro que não há a menor intenção de induzir a automedicação e muito menos desestimular ou desvalorizar as ações de controle ambiental dos vetores da dengue. A bem da verdade é preciso que se diga que saneamento básico, manejo adequado de possíveis criadouros do mosquito e senso de responsabilidade coletiva são ingredientes imprescindíveis na luta contra esta doença.
Toda vez que se fala de pacientes com dengue não há como fugir do questionamento sobre alternativas de tratamento seguras e eficazes. É nesse momento que me parece oportuno ocupar esse precioso espaço do Comércio da Franca para tratar de um assunto muitas vezes árido para os céticos, mas extremamente tranqüilo e prazeroso para tantos outros que já provaram seus resultados: a Homeopatia.
Certamente não fui o único a receber mensagens sobre um possível medicamento homeopático para dengue. Elas têm brotado na minha caixa de e-mails nos últimos dias numa espécie de “spam epidêmico” para não perder a piada. O que há de verdade? Quais os riscos de tal prática? Como agir diante da insegurança gerada pelo avanço da doença e tão poucas informações seguras a respeito do possível tratamento homeopático?
Conversei pessoalmente no último fim de semana com um dos profissionais mais envolvidos com Homeopatia e dengue na cidade de São José do Rio Preto e não há dúvidas: existe um conjunto de medicamentos capaz de atenuar, e muito, os sintomas e o tempo de convalescença dos contaminados.
É evidente que a abordagem médica, o diagnóstico precoce e correto da doença agregam chances de sucesso ao tratamento homeopático, o que não é diferente no caso da medicina alopática ou hegemônica, como queira.
Sobre os riscos do chamado “spam epidêmico” é evidente que há de se considerar as peculiaridades de cada paciente ou grupo acometido por dengue antes da escolha do medicamento, uma vez que um dos princípios da homeopatia é a máxima individualização dos casos como forma de se personalizar o tratamento. Portanto, fórmulas padronizadas criam um viés de automedicação que não é bem-vindo em nenhuma das terapêuticas, seja ela homeopática ou alopática.
Diversos são os casos de sucesso da homeopatia em epidemias, sejam elas virais ou bacterianas. A história tratou de documentá-las. Basta visitar uma biblioteca especializada, a exemplo, do Instituto Homeopático François Lamasson em Ribeirão Preto, para encontrarmos uma série de escritos que comprovam tal afirmação.
Existe, portanto, alternativa terapêutica homeopática para a dengue além dos analgésicos e antitérmicos convencionais. É possível, portanto, aliviar a intensidade e o tempo de sofrimento dos pacientes com dengue utilizando-se para isso uma abordagem médica diferenciada e reconhecida como especialidade médica no Brasil desde 1980, a medicina homeopática.
Alexandre Henrique Leonel
Farmacêutico e integrante do Conselho de Leitores do Comércio
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