Preocupação maior é com aumento de acidentes


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Com facilidade de crédito, motos estão substituido as bicicletas que antes dominavam as ruas do Distrito Industrial
Com facilidade de crédito, motos estão substituido as bicicletas que antes dominavam as ruas do Distrito Industrial
Com o aumento das motos, sobe também a possibilidade de ocorrerem acidentes. Estatísticas da Divisão de Trânsito da Prefeitura mostram que cerca de 70% das ocorrências registradas mensalmente na cidade são relacionadas à moto. Odair Tristão, que comanda a pasta, diz fazer um acompanhamento diário dos casos. Segundo ele, só em março, foram registrados 202 acidentes, sendo que apenas sete envolveram dois carros. Em relação a atropelamentos, os números quase se igualam. Segundo os dados, foram 12 atropelamentos por motos contra 13 por carros, que teoricamente seriam mais fáceis de ocorrer pela diferença de tamanho dos dois veículos. Outro ponto que chama a atenção de Odair é o número de acidentes de queda. No mês passado, 30 motoqueiros caíram de seus veículos sem nenhuma colisão com outro veículo ou objetos, como postes ou sarjetas. “Eu espero que as pessoas tenham bom senso, respeitem a sinalização. Claro que quanto mais veículos em circulação, os riscos tendem a aumentar na mesma proporção. Mas isso a gente pode diminuir bastante com educação de trânsito e bom senso na condução dos veículos, principalmente a moto. As pessoas têm a tendência de achar que moto não precisa respeitar a sinalização”, diz Odair. Na mesma linha, Hidomeneu Passos Pierri Filho diz que vê barbaridades em Franca que seriam evitadas com a conscientização. “Precisamos fazer com que o pessoal utilize os equipamentos de segurança e fazer com que façam uma pilotagem mais defensiva. A maioria dos acidentes que eu vejo é por imprudência”. FIM DAS MAGRELAS O aumento das motos fez com que Franca perdesse uma de suas características: a de ser a cidade das bicicletas. O motivo é que as pessoas, por causa das facilidades, estão preferindo trocar as catracas das bicicletas pelo motor das motos. Na opinião de Hidomeneu, a mudança é visível. “Há 22 anos, uma coisa que chamava a atenção da gente é que você passava nos estacionamentos das fábricas e eles estavam lotados de bicicletas. Quando se passava pelas avenidas às cinco horas da tarde, você via o trabalhador se locomovendo com bicicleta. Hoje o número de bicicletas caiu muito e você vê uma quantidade muito grande de motociclistas nas ruas.”

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