Existe solução?


| Tempo de leitura: 2 min
Em algumas ocasiões envio ao Comércio opiniões sobre o dia-a-dia de meu País, mas confesso que me escondi nos últimos tempos em razão, do total desencanto com os caminhos trilhados pelos dirigentes políticos de todos os níveis e também por absoluta falta de inspiração, provocada talvez pela desilusão ao ver arrebentados os laços familiares, o crescimento desmedido da violência e da bandidagem, a falta de segurança e a ausência de cultura e de educação do povo que, na sua grande maioria, não tem a escolaridade mínima necessária e que o governo, por interesse óbvio, cada vez mais quer ver o povo emburrecido (inventei?) e embrutecido. Cresce com espantosa velocidade a plantação de dinheiro no bolso dos banqueiros que tomaram o lugar da antiga e mal falada categoria dos agiotas. Enquanto isso, aqueles que produzem e geram empregos sofrem com os males do capitalismo selvagem que assola a indústria, o comércio, a agricultura, etc., neste País que tinha tudo para ser o grande celeiro do mundo e, porisso, volto a desabafar. E há casos mais casos. Todos nós observamos a jogatina desenfreada bancada pelo governo federal através de um dos seus agentes financeiros enquanto a polícia fecha casas de jogos privados (eliminação de concorrência?) e, faz vistas grossas a outros clandestinos. Temos que assumir a nossa parte de culpa porque, com a nossa covarde omissão e indiferença, somos co-autores desses crimes. Se nossa vida vai ou está bem, que se danem os outros, e se por algum motivo ou outro ela vai mal, aí sim, “pau no governo” e no vizinho que está rico porque é... ladrão ou traficante... Basta que ofereçam um agrado, tipo uma “bolsa família” de míseros reais por mês, o cidadão muda de opinião em relação ao governo (e até em relação a seu vizinho...). Vejam como exemplo, a situação da Santa Casa local. Sem dinheiro, dizem (aliás, dizem sempre que a vaca mia) que só restam os caminhos da estatização ou o fechamento. Aconteceu a encampação pelo governo, rolou muito dinheiro e políticos disputaram a paternidade em vistosos outdoors, mas, dia mais, dia menos, voltam a antiga choradeira e a negativa de atendimento aos necessitados. Podem até dizer alguns que o assunto de meu artigo é velho. Não é. É novo e será novo sempre. Daqui a pouco o povo será novamente chamado a ajudar, sem que contas tenham sido prestadas. Isso é parte contumaz do retrato do País que temos! Não mudei meu modo de pensar: este País está fadado a continuar sendo quintal ou latrina das nações mais ricas ou desenvolvidas. Aqui, continuam a acontecer festivais e bacanais financiados pelos “cartões” e por nosso dinheiro. E nós, como formigas modorrentas, vamos em fila levar aos cofres públicos o nosso suado e minguado salário sem forças ou hombridade suficientes para exigirmos contraprestações mínimas... Odorico Antônio Silva Advogado

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários