Rapidez parece mesmo não ser uma das características da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) local. Depois de levar 71 dias para punir a advogada Adriana Telini Pedro, a entidade anunciou, ontem, que pretende pedir a interdição da cadeia do Jardim Guanabara. A alegação é de que o prédio não tem condições de abrigar presos. O presídio foi parcialmente destruído por uma rebelião ocorrida no começo de março. Nos dias seguintes, 200 detentos foram transferidos.
A diretoria da OAB e integrantes da nomeada Comissão de Assuntos Inerentes à cadeia de Franca protocolaram ofícios no Fórum e na direção do presídio solicitando autorização para a uma vistoria nas dependências internas. Alegam ter recebido “denúncias anônimas” sobre a precariedade da estrutura física e da falta de direitos mínimos dos presos. “Entendemos que a cadeia não tem condições para abrigar todos os presos que lá se encontram. Falta higiene e o ambiente é insalubre. A estrutura predial ficou completamente comprometida e está superlotada”, comenta o advogado Gilmar Machado da Silva, integrante da comissão.
A OAB solicitou ao Conselho Regional de Arquitetura e Engenharia que envie representantes para acompanhar a vistoria, inicialmente, agendada para sexta-feira. “A interdição já foi solicitada pelo Ministério Público, houve deferimento, mas o Estado recorreu.
Estamos provocando novo movimento neste sentido para conscientizar o Estado. A situação atual da cadeia representa riscos, principalmente, para a sociedade. Podemos estar sujeitos a uma nova rebelião a qualquer momento”.
A cadeia do Guanabara, que tinha 470 presos por ocasião da rebelião, está com 355 detentos. Com os estragos causados no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto, em função da rebelião de sexta-feira passada, as transferências deverão ser prejudicadas.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.