Dólar: o culpado pela redução nos preços


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Para os sucateiros consultados, a queda na cotação do dólar é a principal responsável pela redução nos preços dos materiais recicláveis na cidade. Segundo eles, a moeda norte-americana é considerada como um indexador dos valores para alumínio, plástico e papel pelos donos de indústrias de reciclagem. Com a desvalorização do dólar, que ultrapassa a casa dos 20% (em abril do ano passado a moeda americana era cotada a R$ 2,06 e ontem fechou a R$ 1,69), o preço pago pelo quilo dos recicláveis vem encolhendo. A maior queda é para os plásticos. Há um ano, os catadores recebiam por um quilo do produto R$ 0,35. Hoje, pela mesma quantidade conseguem, em média, R$ 0,20, 42,8% menos. No caso do alumínio, a redução foi de 30%. Em abril de 2007, o quilo de latinhas era comprado pelos sucateiros por R$ 4. Na última terça-feira, a média era de R$ 2,80. Para o papelão, a queda foi menor - de 25% (o quilo passou de R$ 0,20 para R$ 0,15). “E tem lugares em que essa média é ainda menor”, garante Marina Aparecida Custódio dos Santos. ATRAVESSADORES Além da queda no preço dos materiais, os catadores ainda reclamam da baixa remuneração. Segundo eles, a maior parte do lucro do mercado acaba nas mãos dos atravessadores. Para se ter idéia, enquanto o catador recebe R$ 0,20 pelo quilo do plástico, os atravessadores embolsam cerca de R$ 1,90.

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