Graciela: ‘se a carapuça serviu...’


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As discussões na Câmara ontem foram acirradas e quentes, mas não por conta de projetos polêmicos. Os protagonistas foram os vereadores Graciela Ambrósio (PP) e Luiz Carlos Fernandes (PSDB). Motivo: a declaração de que “a Câmara é frouxa”, de Graciela, publicada em entrevista no domingo pelo Comércio. Fernandes foi o terceiro vereador a utilizar a tribuna na sessão. Eram 15 horas. Em apoio ao colega de partido, Jepy Pereira, que já havia se queixado das declarações de Graciela, disse que nunca se sentiu “tão agredido e humilhado” e que “os frouxos” tiveram a responsabilidade de adiar projetos da vereadora na sessão da semana anterior, quando ela faltou. E foi além, ao dizer que Graciela lê bilhetes escritos pelo diretor-administrativo da Câmara, Afonso Teodoro, porque não sabe detalhes dos projetos que apresenta. Graciela não engoliu. Foi à tribuna, assumiu que Afonso a auxilia e disparou: “Não sou apenas eu que utilizo os serviços dele. Vossa excelência (Luiz Carlos) não fez o Regimento Interno sozinho. Aliás, foi o Afonso quem fez”, disse. Em seguida, sobre a entrevista, alfinetou: “se a carapuça serviu...”. A sessão seguiu em clima tenso e, por algumas horas, parecia que a história tinha terminado. Às 18 horas, Luiz Carlos voltou a criticar a vereadora. “Ela integra a Comissão de Finanças e nunca veio a uma audiência. E olha que já foram dez!”. Mais uma vez, Graciela retrucou e ressaltou a eventual submissão de Fernandes ao Executivo. “Pela sessão de hoje, mais uma vez, tenho convicção das minhas palavras (de que a Câmara seria ‘frouxa’)”.

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