Menor é apreendido após reconstituição


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“Deus cria, a Rota mata!” Foi vestindo uma camiseta com estes dizeres nas costas que um dos acusados de participar do assassinato de Gustavo Henrique Apolinário, 15, participou da reconstituição do crime ontem. Outro acusado fez uma cruz com galhos de árvore e colocou no local. Estaria arrependido. A vítima foi morta a pauladas, facadas e enterrada pelos algozes em uma mata próxima ao campo do Jardim Palestina. O corpo foi encontrado no dia 31 de março, mas a polícia acredita que o crime tenha ocorrido no começo do mês. Um adolescente de 16 anos foi preso na oportunidade e alegou ter matado por, supostamente, ter levado um tapa na cara. Disse ter agido sozinho, mas a polícia comprovou a participação de outras duas pessoas, um menor de 17 anos e um homem de 21 anos. Os dois últimos voltaram à cena do crime, ontem, para mostrar a polícia como foi o assassinato. O procedimento é necessário para eliminar as dúvidas existentes. Na posse de uma ordem judicial, a polícia apreendeu o garoto de 17 anos, que era vizinho e amigo da vítima, após a reconstituição. O rapaz de 21 anos foi liberado em seguida, pois a Justiça ainda não decretou sua prisão. Gustavo foi visto com vida pela última vez no dia 2 de março. Saiu de casa para se divertir com amigos em uma lan-house do bairro e prometeu voltar logo. Demorou um mês para que fosse encontrado. Enterrado em uma vala e enrolado com cobertor, seu corpo apresentava sinais de espancamento e de facadas. Para a polícia e familiares, a versão de que morreu por ter dado um tapa na cara do adolescente de 16 anos não é a real. “Não descartamos a hipótese de que, talvez, possa ter sido uma morte por causa de dívida de drogas ou coisa parecida. Houve uma premeditação. Foi tudo planejado e eles não mediram esforços para cometer o crime”, comentou o investigador Lucas. Denúncias anônimas feitas à sede da DIG informaram que o menor estaria contrariando normas de bandidos radicados na zona leste da cidade, ao cometer furtos e não pagar dívidas com traficantes. Teria recebido um ultimato: “entra na linha ou deixa o bairro”. Não cumpriu as ordens. Segundo uma irmã, ele vinha recebendo ameaças de morte por comprar drogas com notas falsas.

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