O inquérito sobre a morte da aposentada Maria Divina, ocorrido no dia 28 de maio do ano passado, ainda está aberto na DIG (Delegacia de Investigações Gerais), mas a polícia acredita que a confissão de ASF encerre o caso. Ao ser interrogado pela morte da companheira, na segunda-feira, o suspeito teria confessado sua participação na morte de Divina. À reportagem, disse que sofreu pressão para confessar seu envolvimento no episódio.
Naquela época, o laudo do IML atestava que Maria Divina teria sofrido um derrame, versão que teria perdurado até segunda-feira quando ASF, questionado sobre a morte de Roseli, teria deixado escapar que havia participado também da ocorrência no Jardim Boa Esperança, onde a aposentada residia.
ASF teria confessado que entrou na residência da mulher depois que o telhado, que seria consertado por ele, cedeu com seu peso. No quarto, enrolada em uma toalha, depois de sair do banho, Maria Divina teria sido atacada e relutado. Formalmente, à polícia, o suspeito admite ter batido a cabeça da mulher no chão. À reportagem, disse que só confessou porque “puseram no papel e pressionaram que ele assinasse”, segundo suas próprias palavras.
Mas para piorar sua situação, a polícia ainda descobriu outro caso de violência envolvendo ASF. Em 2000, ele foi condenado a nove meses de prisão por lesões corporais em sua primeira mulher. A condenação aconteceu em São Sebastião do Paraíso (MG).
“Lá, a gente brigou algumas vezes mesmo, mas não teve nada de querer matar, não. Foi coisa que aconteceu porque a gente discutia muito. Fiquei preso e cumpri tudo”.
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